Variante do Reino Unido pode ser mais transmissível devido ao tempo de atividade do vírus no organismo

Estudos realizados na Universidade de Harvard sugerem que a variante B.1.1.7 possa ser mais transmissível devido a intensidade e duração dos sintomas.

               
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A variante do coronavírus B.1.1.7, originária no Reino Unido, pode ser a mais transmissível, de acordo com o artigo publicado pela Universidade de Harvard esta semana. 

Estudos preliminares sugerem que isso acontece porque, ao ser infectado, a fase com sintomas mais fortes dura mais tempo do que nas outras variantes. Enquanto um infectado pelas outras variantes passa, em média, 8,2 dias doente, a variante britânica apresentou um tempo de duração médio de 13,3 dias. Nesses dados, são analisados três fases da doença:

  • 1ª Proliferação: o vírus está se espalhando pelo corpo.
  • 2ª Depuração:  o organismo tenta eliminar o invasor
  • 3ª Pico da concentração do vírus: quantidade de vírus no organismo.

Essa diferença é causada pela primeira etapa, quando o vírus está se replicando no organismo. Enquanto a maioria apresenta uma média de 2 dias, a B.1.1.7 passa 5,3 dias se espalhando pelo corpo. 

É justamente devido ao tempo de proliferação ser mais longo na variante britânica que o risco de contaminação é maior. A pesquisa também aponta que, na terceira fase, a quantidade de vírus encontrada no corpo é semelhante ao das outras cepas. 

Para obtenção desses resultados, foram avaliados testes PCR de 65 pessoas com SARS-CoV-2, além de observações diárias de 7 pessoas infectadas com a variante B.1.1.7. 

Os pesquisadores apontam que, se mais dados reforçarem essa evidência, será necessário mais do que 10 dias de isolamento social para conter o contágio. Eles também acreditam que as variantes B.1.351 e P.1 — respectivamente originárias da África do Sul e do Brasil —, também apresentam maior risco de transmissão. Contudo, faltam estudos para comprovar essa possibilidade.

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