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Vacina de RNA mensageiro abre caminho para uma nova geração contra as variantes do coronavírus, indica estudo

O estudo sugere que a presença de uma molécula em comum, que é porta de entrada para o vírus, poderia ser o primeiro passo para uma solução única.

               
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Cientistas apontam que as vacinas que utilizam a tecnologia de RNA mensageiro, como a da Pfizer, por exemplo, podem ser um caminho para uma solução unificada contra as diversas variantes da Covid-19. A descoberta é de um estudo da Faculdade de Medicina Duke-NUS e do Centro Nacional de Doenças Infecciosas (NCID), ambos de Singapura, com resultados publicados no New England Journal of Medicine. Além da linhagem de variantes do SARS-CoV-2, o termo “coronavírus”, abriga ainda outros vírus: o SARS-CoV, MERS-CoV, 229E, NL63 e entre outros. Eles são classificados desta forma por possuírem elementos em comum em sua estrutura. 

Segundo os pesquisadores, o estudo trouxe pela primeira vez evidências sobre uma forma de neutralização de linhagens diferentes do vírus em humanos e a descoberta abre caminho para o desenvolvimento de uma nova geração de vacinas, que pode ser eficaz e atingir o amplo espectro dos coronavírus.

No caso do SARS-CoV-2, trata-se de um genoma 80% similar ao vírus SARS-CoV, responsável por outra crise sanitária nos anos de 2002 e 2003, que acabou por causar mais de 8 mil infecções e 700 mortes no mundo. Além deste, o MERS-CoV foi responsável pela crise de síndrome respiratória no Oriente Médio em 2012. Os surtos destes vírus ainda hoje não contam com vacinas. Por outro lado, a Covid-19 já possui uma série de imunizantes prontos e outros em desenvolvimento ao redor do mundo. Portanto, o que falta é uma solução para os vírus do “passado”, do presente e do futuro. 

Nova geração de vacinas

Até a pandemia de 2020, os coronavírus eram mais populares por atingir animais, como pangolins, civetas e morcegos. Mas com a molécula “ACE2”, identificada na estrutura do SARS-CoV, SARS-CoV-2 e outras variantes que também circulam no mundo animal, os vírus são capazes de entrar nas células humanas. Os cientistas afirmam que ainda não se sabe a exata rota de transmissão do vírus dos animais para os humanos, mas o fenômeno acontece e poderia incitar uma nova pandemia. A coletividade destes vírus foi nomeada como “sarbecovírus” e foram o alvo do estudo, que analisou a indução de anticorpos neutralizantes para bloquear a interação com a molécula ACE2.

Os sarbecovírus representam um risco maior quando comparado com outros coronavírus que não atingem humanos e animais simultaneamente. Todos os sarbecovírus com esta interação dupla identificados até o momento apresentam a molécula “hACE2” como porta de entrada, fator que pode ser essencial para uma vacina que atenda as outras variantes.

A hipótese levantada foi investigada utilizando um teste de neutralização de vírus desenvolvido na universidade no início do ano passado, através do recrutamento de oito pessoas que se recuperaram do vírus SARS-CoV, junto com outros dez indivíduos atingidos pelo SARS-CoV-2 e mais dez saudáveis. A comparação da resposta imune dos três grupos, antes e depois da vacinação, indicou que os sobreviventes do primeiro grupo possuía anticorpos contra a linhagem com a qual se infectaram, mas não possuíam neutralizantes contra os vírus da pandemia de 2020. 

Com a vacina de método de mRNA, todos os participantes apresentaram anticorpos contra ambas as linhagens. Agora, os pesquisadores trabalham para desenvolver uma vacina de terceira geração, o 3GCoVax, que deve agir contra diversos coronavírus, além de anticorpos para tratamento da infecção.

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