Vacina contra Covid-19: crianças e adolescentes serão imunizados?

Com o andamento da campanha de vacinação contra o novo coronavírus no Brasil, surgem dúvidas quanto a imunização das crianças. Veja o que se sabe sobre cada vacina disponibilizada no país

               
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A campanha de vacinação contra a Covid-19 segue em andamento em diversos estados do Brasil. Enquanto lugares como o município de Itaporã, no Mato Grosso do Sul, e os estados do Ceará e Rio de Janeiro já anunciaram incluir jovens de 12 a 17 anos no público a ser vacinado, outros locais ainda não abriram a campanha para o público geral.

Nos casos citados, foi possível realizar essa abertura pois estes locais utilizam ou irão receber uma quantidade de doses da vacina da farmacêutica Pfizer — o Ceará, por exemplo, aguarda a chegada de mais de 93 mil doses —, que é a única com aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para imunizar menores de 18 anos. A farmacêutica também foi uma das primeiras a realizar ensaios clínicos em menores de 16 anos e atualmente está ampliando os testes da substância para crianças de 5 a 11 anos. Nos Estados Unidos, onde essa substância foi usada com maior amplitude, mais de 4 milhões de jovens de até 17 anos já foram vacinados.

A vacinação dos mais novos não está prevista ainda no estado de São Paulo, por exemplo. Para que isso ocorresse, seria necessário mais doses do imunizante da Pfizer.

Até o momento, no Brasil estão sendo utilizadas as vacinas Oxford-AstraZeneca, CoronaVac e Pfizer, sendo as duas primeiras utilizadas há mais tempo e em maior escala. Em breve, imunizantes de outros fabricantes devem entrar no catálogo, como a Covaxin, ButanVac e Janssen — que teve a entrega de 1,5 milhões de doses antecipadas nesta terça-feira (22).

No início de junho deste ano, a farmacêutica SinoVac anunciou que a CoronaVac estava aprovada para ser aplicada em jovens de 3 a 17 anos. Assim, a China foi o primeiro país a aprovar a vacinação em crianças. Entretanto, para a substância ser utilizada nessa faixa etária no Brasil, ainda deve passar por avaliação para ser incorporada à bula aprovada pela Anvisa.

Já as vacinas Oxford-AstraZeneca, Janssen e Covaxin ainda estão em fase de testes em crianças e adolescentes. As duas primeiras estão avaliando a segurança e eficácia de seus imunizantes nos jovens de 6 a 17 anos. Já a Covaxin está em triagem para realizar ensaios clínicos em crianças de 6 a 12 anos.

Segundo o Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe), cerca de 23.411 crianças foram internadas sob o diagnóstico de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), quadro que pode ou não estar relacionado à infecção por coronavírus. Apesar das crianças não estarem no grupo de maior risco, elas ainda podem ser contaminadas pelo vírus. E muitas vezes, os casos podem passar despercebidos, manifestando-se com sintomas diferentes daqueles vistos em adultos.

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