Um impulso à pesquisa sobre câncer no Brasil

Novo programa de pesquisa sobre o câncer é fruto de parceria entre o IVOC, LACOG e a iniciativa privada. Inicialmente, o projeto deve ter enfoque nas regiões Norte e Nordeste, onde os centros hoje são mais escassos. Irá contemplar instituições de saúde, clínicas ou investigadores independentes, para que possam executar protocolos de âmbito internacional. Iniciativas como esta são fundamentais para o desenvolvimento da pesquisa acadêmica local.

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O Instituto Vencer o Câncer (IVOC) acaba de lançar o edital de seleção para o projeto Amor à Pesquisa Contra o Câncer no Brasil (que pode ser acessado neste link), cujo objetivo é estruturar e desenvolver novos centros de pesquisa em oncologia no país, em hospitais filantrópicos e do Sistema Único de Saúde (SUS).

Realizado em parceria com o LACOG (Latin American Cooperative Oncology Group), o programa conta com o apoio da iniciativa privada. Um conselho gestor, composto pelos maiores especialistas em pesquisa clínica no Brasil, vai direcionar a estruturação destes polos, monitorando a implementação de estudos e atividades, por um período de dois anos.

O projeto Amor à Pesquisa Contra o Câncer no Brasil é um importante avanço para a população e para a Medicina de nosso país. Uma oportunidade de possibilitarmos melhor acesso a protocolos de tratamento inovadores para mais brasileiros.

O programa deve ter enfoque, inicialmente, nas regiões Norte e Nordeste, onde os centros hoje são mais escassos. Irá contemplar instituições de saúde, clínicas ou investigadores independentes, para que possam executar protocolos de âmbito internacional. Iniciativas como esta são fundamentais para o desenvolvimento da pesquisa acadêmica local. Com uma maior participação da população brasileira, de diversas regiões, poderemos encontrar soluções e estratégias mais específicas para nossos pacientes, que muitas vezes são preteridos nos estudos globais.

Ou seja, a partir da implementação destes centros, pacientes de todas as regiões do país vão poder ser recrutados para estes estudos. Estará aberta, assim, a possibilidade de oferecer tratamentos com potencial de serem melhores do que aqueles que já existem. Ou para dar uma nova perspectiva para situações em que as terapias já se esgotaram.

Infelizmente, nossa população ainda precisa saber mais sobre pesquisas científicas, sobre as etapas que devem ser seguidas, os critérios técnicos, a segurança, o rigor ético exigido no processo. Entendo que o desconhecimento gere desconfiança e medo.

No entanto, o atual cenário de crise na saúde evidencia como o investimento em pesquisa científica é fundamental, principalmente em regiões com grandes desigualdades como o Brasil e a América Latina. O desenvolvimento do conhecimento pode ser a saída para a abordagem de doenças graves, como o câncer.

Mais de um milhão de novos casos de todos os tipos de tumores são registrados em nossa região, condição que vai piorar com o crescimento e envelhecimento da população, os hábitos pouco saudáveis e, agora, com os efeitos da pandemia do coronavírus, que afastou pacientes dos exames de rastreamento e do tratamento da doença. Apesar destes números em alta, os pesquisadores latino-americanos participam de cerca de 5% dos estudos clínicos sobre câncer em andamento do mundo.

Por isso, impulsionar a pesquisa contra o câncer no Brasil representa um avanço muito importante para nossa sociedade. Para além da Medicina, movimenta a Economia com a atração de investimentos na Ciência, alavanca a inovação em saúde e a produção acadêmica nacional e aumenta o acesso à saúde, fortalecendo um sistema que precisa ser constantemente revigorado.

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