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Tratamentos inovadores para câncer de mama

Estudo mostrou que combinação de quimioterapia e imunoterapia trouxe aumento significativo de sobrevida para mulheres com câncer de mama

               
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Os dados da Organização Mundial da Saúde confirmam o câncer de mama como a neoplasia mais incidente no mundo, com mais de 2,26 milhões de casos estimados neste ano, acima dos tumores de pulmão e colorretal.

Aqui no Brasil são cerca de 66.280 casos registrados anualmente, o que corresponde a quase 30% dos tumores femininos.

Debater novos tratamentos para este tipo de câncer é fundamental para garantir melhor qualidade de vida para milhões de mulheres em todo o mundo. Falamos aqui de uma doença com diversas especificidades, que exige diferentes estratégias, dependendo de suas características moleculares. O avanço da Medicina tem permitido estabelecer novas terapias e a combinação de estratégias para a conquista de melhores prognósticos.

Um artigo recente, publicado no New England Journal of Medicine, avaliou, então, uma estratégia terapêutica para pacientes de câncer de mama triplo negativo. São tumores que não expressam receptores hormonais e não têm uma molécula chamada HER2. Este subtipo apresenta maior agressividade e representa por volta de 20% dos tumores de mama.

A pesquisa analisou, em pacientes que tinham doença metastática, a utilização da quimioterapia isolada versus a combinação de quimioterapia e pembrolizumab, um novo imunoterápico para a câncer de mama. Foram incluídas somente mulheres com doença avançada que expressavam uma proteína chamada PDL1 que, teoricamente, facilita a resposta à imunoterapia.

Um total de 847 pacientes foram incluídas nesse estudo, 566 no braço da quimioterapia + imunoterapia e 281 no braço da quimioterapia isoladamente. O que foi visto é que, entre as pacientes que expressavam a proteína PDL1, houve um aumento significativo de sobrevida, com redução do risco de morte de 27% da combinação de quimio + imuno versus quimioterapia isolada.

É um estudo que, outra vez, ratifica o papel da imunoterapia nos tumores chamados triplo negativo de mama, com uma expectativa muito positiva para a adoção de tratamentos inovadores para este tipo de câncer tão incidente aqui no Brasil e em todo o mundo.

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