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Ticket médio dos consumidores em farmácias no Brasil tem queda de cerca de 20%

Crise econômica e alta no desemprego levaram os brasileiros a serem mais assertivos nos gastos em farmácias.

               
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Gasto individual teve redução de quase 20% por conta da crise econômica.

 O valor médio individual gasto em compras nas farmácias sofreu uma redução de cerca de 20%, caindo de 54,01 reais em 2020 para 43,71 em 2021. É o que mostra a 5ª Pesquisa sobre o Comportamento do Consumidor em Farmácias do Brasil, desenvolvido pela Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar), em parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O estudo foi realizado com 4 mil pessoas no momento em que elas deixaram as farmácias após as compras, entre os meses de novembro e dezembro de 2021, em todo o país.

De acordo com Valdomiro Rodrigues, consultor do Instituto Febrafar de Pesquisa e Educação Corporativa (IFEPEC), os principais motivos foram a crise econômica e a alta do desemprego no país. “Em períodos de pandemia e com a mudança do auxílio emergencial, que teve uma queda muito significativa, a população foi mais assertiva. Ela foi comprar apenas o que realmente precisava, não incluiu itens adicionais”.

A quantidade de itens também sofreu uma redução, caindo de 3 para 2,6, assim como o valor gasto por item, de 18 reais para 16,81. Principalmente os itens “over the counter (otc)”, aqueles que estão fora do balcão e podem ser comprados sem prescrição médica, sejam eles medicamentos ou não, foram deixados em segundo plano.

Apesar disso, a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), informou que as empresas associadas fecharam 2021 com um aumento de 16,04% no faturamento, em torno de 67,5 bilhões de reais. “O segmento farma cresce 2 dígitos desde 2010. É muito significante, com toda a situação econômica brasileira e quando o PIB atualmente cresce só 4%. As pessoas estão mais se cuidando e comprando seus medicamentos, na onda da pandemia”, explica Valdomiro.

A Abrafarma também aponta que o mercado de delivery teve aumento expressivo de 56,8%, com 2,8 bilhões de reais em vendas. Na pesquisa da Febrafar, é possível ver um aumento discreto no número de pessoas que compram na loja física e pela internet, sendo que 83% dos entrevistados nunca realizaram nenhuma compra online.

As perspectivas são que em 2022 haja uma retomada no poder de compra, com um maior controle da Covid-19 no país e geração de empregos. “O que nós entendemos é que essa situação volta ao cenário de 2019 e 2020. As pessoas estão aos poucos conseguindo melhorar a renda média familiar. Nós cremos que as coisas tendem a ficar do jeito que estavam ou melhorar”, projeta o consultor do IFEPEC.

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