Teleatendimento psiquiátrico gratuito amplia acesso para a comunidade LGBTQIA+

Segundo estudos, esse público costuma apresentar com mais frequência problemas como depressão, ansiedade e transtornos alimentares quando comparados com pessoas fora da comunidade.

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Segundo estudos, a comunidade LGBTQIA+ costuma apresentar com frequência problemas com depressão, ansiedade e transtornos alimentares

Um ambulatório digital de atendimento psiquiátrico pretende aumentar o acesso da comunidade LGBTQIA+ aos cuidados com a saúde mental. Estudos apontam que esse público costuma apresentar com mais frequência problemas com depressão, ansiedade, suicídio e transtornos alimentares quando comparados com pessoas fora da comunidade. A iniciativa, desenvolvida no ano passado pela startup Sanar, contabiliza quase 2 mil atendimentos gratuitos em um ano.

“Esta parte da população é vulnerável para desfechos negativos de saúde mental por sofrer com estigma, discriminação e violência vivenciado pela LGBTfobia”, explicou o psiquiatra Saulo Ciasca, que é também o coordenador da Pós-Graduação em Psiquiatria da Sanar.

Os atendimentos são feitos por médicos tutores e estudantes de pós-graduação em psiquiatria. Os pacientes foram cadastrados a partir de uma parceria com a Aliança Nacional LGBTI+ e a ONG Mães pela Diversidade.

Diversidade no atendimento psiquiátrico

A pandemia aumentou o número de casos de transtornos mentais no Brasil, segundo um estudo da Universidade de São Paulo em parceria com instituições de pesquisa de outros 11 países. Especificamente sobre a população em questão, três quartos das pessoas LGBT (74%) dizem que a preocupação e o estresse da pandemia tiveram um impacto negativo em sua saúde mental, em comparação com 49% das pessoas que não são LGBT, segundo levantamento realizado nos Estados Unidos.

Segundo Ciasca, “é fundamental na carreira médica saber lidar com a diversidade e as formas de tratar cada paciente, levando em conta o contexto de vida. Os nossos alunos têm acesso a um atendimento em saúde mental para uma parcela expressiva da população, que não é comum em nenhum lugar do Brasil”.

Para o futuro, a expectativa é que, com a abertura de mais turmas no curso de pós-graduação, o número de consultas seja ampliado e atinja mais pessoas.

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