Sobre o uso de máscaras: algo mudou?

Ainda não mudou, mas o tema está em discussão

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Desde o início da epidemia de coronavírus, as autoridades de saúde indicam que as máscaras devem ser usadas apenas em situações específicas. Em primeiro lugar, pelos profissionais de saúde que estão na linha de frente. Elas também são indicadas para as pessoas com sintomas suspeitos e casos confirmados para que o vírus não seja transmitido. A Organização Mundial da Saúde reforça essa orientação e alerta que o uso indiscriminado de máscaras pode dar uma falsa sensação de segurança.

Mas, nos últimos dias, a diretriz sobre quem deve usar as máscaras tem sido debatida nos Estados Unidos. A mudança poderia impedir que pessoas espalhassem o vírus, mesmo as assintomáticas. Robert Redfield, diretor do CDC, disse ao NPR que as orientações sobre o uso de máscaras estão sendo “revisadas criticamente, para verificar se há um potencial adicional” do uso nos Estados Unidos.

Uma das preocupações sobre essa mudança de orientação é que esse tipo de comunicação poderia fazer com que as pessoas estocassem máscaras em casa. Isso não pode acontecer, já que deixaria os profissionais de saúde que estão na linha de frente expostos. São os médicos, enfermeiros e técnicos que mais precisam dos equipamentos de proteção individual (que já estão em falta).

Questiona-se se o uso de máscaras de tecido seria uma alternativa possível para situações específicas. Parece que sim. Foi isso que sugeriu o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, brevemente durante a coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira. Ele disse que estão criando um protocolo para o uso de máscaras com um tecido diferente da que é utilizada nos hospitais. Esse tipo de máscara poderia ser uma estratégia, como um reforço de barreira, para trabalhadores que não podem estar em casa por conta da profissão e do tipo de atividade.

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