Sobre o clima quente e o coronavírus

Ainda não está claro se temperatura influencia na circulação do vírus

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Quando o coronavírus surgiu, havia uma grande esperança de que a disseminação seria menor em países com o clima mais quente, como o Brasil. A expectativa era de que ele se comportasse como o vírus da influenza, com circulação maior no inverno. Mas, afinal, locais com clima quente podem esperar uma trégua? A resposta não é muito clara ainda. Cientistas da Academia Nacional de Ciências, dos Estados Unidos, revisaram várias pesquisas e concluíram que a evidência atual não oferece uma previsão precisa do que acontecerá com a disseminação do coronavírus no verão.

O relatório citou um pequeno número de estudos laboratoriais bem controlados que mostram que alta temperatura e umidade podem diminuir a capacidade do vírus sobreviver no meio ambiente. Mas os cientistas apontaram que os estudos tinham limitações. “Como os países atualmente em clima de ‘verão’, como Austrália e Irã, estão passando por uma rápida disseminação de vírus, não se deve presumir uma diminuição nos casos com aumentos de umidade e temperatura em outros lugares”, afirmou o relatório, segundo o jornal americano The New York Times.

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