Sobre o achatamento da curva

Curva de novos casos de coronavírus está desacelerando?

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Recentemente, algumas notícias têm surgido nos jornais sobre a desaceleração e achatamento da curva de casos associados ao novo coronavírus. Isso está realmente acontecendo? Aparentemente sim. Já é possível comemorar e afrouxar as regras? Ainda não.

Na última sexta-feira, o secretário de saúde do Estado de São Paulo, José Henrique Germann, afirmou que a estratégia de isolamento social adotada pelo governo paulista contra o coronavírus está dando resultados. De acordo com o secretário, no intervalo de dez dias a curva de novos casos em São Paulo cresceu 467%, enquanto a do Brasil foi de 939%.

Hoje, uma nova notícia foi divulgada sobre o tema: a curva de internações por insuficiência respiratória grave desacelerou no Brasil, segundo informou a colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo. De acordo com a reportagem, que cita dados da FioCruz, isso aconteceu depois de uma ascensão vertiginosa em meados de março. A reportagem deixa claro que as causas não estão claras e aponta que, além do isolamento social, os hospitais podem estar com dificuldade para atualizar o sistema.

Apesar das boas notícias, ainda é cedo para comemorar. Sabe-se que há falta de testes de diagnóstico e há também atraso na liberação dos resultados dos exames já realizados. A previsão do Ministério da Saúde é que o número de casos cresça nas próximas semanas. Em uma analogia citada pelo próprio ministério, não se sabe ainda se a curva será um monte Everest (com um pico muito alto) ou se vai ser um morro (que também tem um pico, mas com um cume mais baixo). Enquanto isso, é preciso aguardar os dados e seguir com as medidas de distanciamento social.

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