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Saúde da mulher, câncer e longevidade

Se levarmos em conta as previsões que estimam que as neoplasias malignas serão a principal causa de óbito no Brasil até 2030, precisamos agir com mais rapidez e envolver a sociedade na atuação em prevenção, diagnóstico e tratamento

               
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O Brasil deve registrar, neste ano, 362.730 mil casos de câncer em mulheres, segundo os dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). As doenças cardiovasculares ainda são as que mais matam as mulheres no Brasil. Porém, se levarmos em conta as previsões que estimam que as neoplasias malignas serão a principal causa de óbito no Brasil até 2030, precisamos agir com mais rapidez e envolver a sociedade na atuação em prevenção, diagnóstico e tratamento. O evento “Saúde da Mulher e Longevidade”, realizado no início de agosto, em São Paulo, reuniu mais de 300 profissionais de saúde, especialistas e autoridades como a ministra da saúde, Nísia Trindade, o ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida, e a Secretária da Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad.

Foram debatidos os diversos aspectos que impactam na saúde integral da mulher. Com ênfase na Oncologia, reconhecemos que existe uma limitação das ferramentas e no atendimento, que refletem algumas desigualdades em nosso país.

Ressaltei, em minha apresentação, um estudo brasileiro apresentado no Congresso Americano de Oncologia deste ano (ASCO 2023), que analisou o banco de dados de 19 hospitais do Rio Grande do Sul.

Verificamos, a partir do cruzamento destas informações, que a mortalidade de uma mulher com câncer de mama atendida no serviço público é 40 % maior do que a de pacientes do sistema privado.

Também, de forma inovadora, o Instituto Vencer o Câncer promoveu um interessante debate sobre diversidade e o cuidado de pessoas LGBTQIA+, os preconceitos na jornada das pacientes oncológicas, colocando na pauta o que é saúde da mulher e longevidade para diversos perfis.

Como destacou a CEO da Orentt, Valéria Ribeiro, esses temas foram tratados “como prioridade e levantamos a importância de falar sobre políticas públicas”.

Precisamos, cada vez mais, unir autoridades, profissionais de saúde e sociedade para debater a longevidade com qualidade, para que as mulheres sejam protagonistas, também, no seu cuidado.

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