Rotina alimentar pode influenciar saúde mental

O consumo frequente de alimentos com cafeína e fast food podem impactar negativamente a saúde mental em todos os grupos estudados

131

Dieta saudável com pouca presença de alimentos processados pode ser benéfica para o desempenho da saúde mental, segundo estudo publicado na revista Nutrients. Os resultados variam de acordo com o gênero e a idade. Contudo, todos os grupos apresentaram piora na saúde mental ao consumir cafeína e alimentos fast food com frequência.

Pesquisadores da Binghamton University e da Stony Brook University, em Nova York, nos Estados Unidos, passaram 5 anos estudando os hábitos alimentares de 2.600 participantes. O objetivo era descobrir mais sobre o impacto da alimentação levando em consideração as nuances de cada indivíduo: alimentos que consomem, se praticam exercícios, onde moram e como a época do ano pode influenciá-los.

A pesquisa foi realizada online e dividida entre participantes jovens, de 18 a 29 anos, e mais maduros, de 30 anos ou mais. Além disso, a investigação abrange partes de vários continentes, como a América do Norte, Europa, Oriente Médio, Norte da África e Ásia.

Após analisarem 1.147 mulheres jovens e 628 mulheres maduras, eles concluíram:

  • Mulheres de ambos os grupos possuem maior risco de sofrimento mental durante a primavera. 
  • Mulheres jovens que frequentemente tomam café da manhã e praticam exercícios apresentam melhora na saúde mental.
  • Já para as mulheres maduras, tomar café da manhã com frequência pode aumentar o sofrimento mental. Contudo, os exercícios físicos são benéficos para elas.

Já nos homens, 641 jovens e 207 homens maduros, algumas conclusões indicam que:

  • Homens jovens que consomem laticínios sem exageros e comem carne com frequência, apresentam boa saúde mental se praticarem exercícios físicos com assiduidade.
  • Homens maduros que consomem nozes moderadamente e que tenham nível elevado de educação foram associados a uma saúde mental favorável.

Os responsáveis alertam que o estudo possui limitações e que são necessárias mais pesquisas. É preciso considerar que o estudo foi feito em um momento específico e que os hábitos alimentares podem mudar com o tempo. Além disso, as condições de saúde, fatores ambientais e genéticos não foram considerados nesta pesquisa.

Segundo a co-autora do estudo Lina Begdache, professora assistente na Binghamton University, as diferenças na maturidade do cérebro entre adultos jovens e maduros devem ser consideradas ao realizar pesquisas similares. 

Begdache explicou ao Medical News Today: “Os jovens adultos ainda estão formando novas conexões entre as células cerebrais e construindo estruturas. Portanto, eles precisam de mais energia e nutrientes para fazer isso”.

Os pesquisadores acreditam que levar em consideração dados dessa pesquisa e estudos futuros ajudará a entender mais sobre o papel da alimentação na saúde mental.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor insira seu comentário!
Digite seu nome aqui