Episódio #20 – Retinopatia diabética: detecção precoce é essencial para evitar a cegueira

Doença afeta os pequenos vasos da retina, é uma das complicações da diabetes e a principal causa de cegueira nos adultos1

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[Conteúdo oferecido por Abbvie/Allergan]

Mais de 16 milhões de brasileiros têm diabetes e estima-se que metade dos portadores não sabem que têm a doença. Isso porque, na maior parte dos casos, o diabetes não vem acompanhado de sintomas claros. O problema é que o descontrole glicêmico não identificado e não tratado aumenta o risco de uma série de consequências para o organismo – de danos aos rins à cegueira.

A retinopatia diabética é uma das complicações mais frequentes enfrentadas por quem tem diabetes – e uma das mais temidas. A doença é a principal causa da perda de visão entre as pessoas com 20 a 75 anos. Uma a cada três pessoas com diabetes é afetada pela retinopatia diabética. Os dados chamam a atenção para um problema de saúde pública que nem sempre é conhecido pelas pessoas. Todos os casos de diabetes podem levar à retinopatia? Qual o perfil do paciente? Com qual frequência é preciso visitar o oftalmologista para detectar a doença precocemente? Todas essas questões foram respondidas no novo episódio do Podcast Futuro da Saúde, realizado em parceria com a Abbvie/Allergan.

No programa, a endocrinologista Solange Travassos, coordenadora do Departamento de Saúde Ocular da Sociedade Brasileira de Diabetes, e o oftalmologista Fernando Malerbi, especialista em retina, exploraram todos os aspectos relacionados ao universo do diabetes e da visão.

Retinopatia evolui de forma silenciosa

Assim como o diabetes, a retinopatia diabética se desenvolve de forma silenciosa e ao longo dos anos. Só que, quando os sintomas surgem, como a visão embaçada, por exemplo, a doença já pode estar em estágio mais avançado. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, 90% dos casos de cegueira causados por diabetes poderiam ser evitados com diagnóstico e tratamento precoce. “Na retinopatia, não há sintoma algum. Às vezes, o paciente não sabe, mas tem alguma lesão na retina que pode levar a um quadro grave, por isso é importante a prevenção pelo rastreio. Quem tem a doença deve ser monitorado mesmo sem queixa”, analisa Malerbi.

Solange Travassos explicou que todo paciente com diabetes tipo 2 precisa ser encaminhado para o oftalmologista pelo menos uma vez por ano para fazer um exame que examina a saúde da retina. No caso dos adultos com diabetes tipo 1, a recomendação é que esse acompanhamento aconteça após cinco anos do diagnóstico da doença e, depois disso, também é preciso acompanhar anualmente. “Diabetes é uma doença sistêmica e ela pode afetar tudo se não for bem cuidada”.

Sem o diagnóstico precoce, a retinopatia vai evoluindo de forma gradual. De acordo com Malerbi, nos estágios iniciais, apenas com o tratamento clínico, com mudanças de hábitos e controle da glicemia, é possível ver a doença regredir. À medida em que a retinopatia diabética avança, tratamentos específicos podem ser necessários como a utilização de laser, uso de medicamentos específicos ou cirurgias. Nesses casos, ainda é possível recuperar parte da visão. “Se a pessoa chegar tarde demais ao especialista e em condições críticas, não há nada que possa ser oferecido para a recuperação da visão”, alerta Malerbi.

Para acompanhar a entrevista completa, ouça a íntegra do episódio do podcast Futuro da Saúde. O programa pode ser ouvido em diversas plataformas, como SpotifyDeezer e Google Podcasts. Quem tiver mais dúvidas sobre o tema pode acessar também o site https://visaoemdia.com.br/abra-os-olhos/

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