Reinfecção por coronavírus é rara – e mais comum em idosos, aponta estudo

Uma das limitações da pesquisa, no entanto, é que não se sabe sobre a influência das novas variantes, se elas podem ou não aumentar os casos de reinfecção.

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Pessoas de 65 anos ou mais são as que mais se reinfectam com o novo coronavírus, segundo estudo publicado nesta semana no The Lancet Journal. A pesquisa realizada na Dinamarca, pelo Departamento de Epidemiologia e Prevenção de Doenças Infecciosas, indica que casos de reinfecções não são muito comuns, mas quando ocorrem, normalmente são em idosos.

Anteriormente, cientistas já sugeriam que os anticorpos da primeira infecção por Covid-19 poderiam proteger contra uma segunda contaminação. Contudo, os mais velhos parecem estar menos protegidos.

Na Dinamarca, a primeira onda de casos de Covid-19 ocorreu entre os meses de março e maio do ano passado. Já a segunda, entre setembro e dezembro de 2020. A pesquisa comparou dados da primeira onda com os dados de cerca de 4 milhões de pessoas contaminadas na segunda.

Analisando os dados da primeira onda, o estudo observou que das 11.068 pessoas que haviam testado positivo nesse período, apenas 72 se reinfectaram quando surgiu a segunda onda, número equivalente a menos de 1% dos reinfectados.

Contudo, as pessoas de 65 anos ou mais correspondem a 3,6% dos casos durante o período da segunda onda. Segundo os cientistas, com o avanço da idade é normal que o sistema imunológico enfraqueça. Esta também é uma das razões para a terceira idade ser o grupo prioritário das vacinas.

Na questão da imunidade natural, os mais jovens parecem ter cerca de 80% de proteção. Já nos mais velhos, esse número cai para 47%. Estudos anteriores sugerem também que a imunidade natural só dure de 5 a 6 meses, além de não impedir que o vírus seja transmitido.

Uma das limitações da pesquisa é que não se sabe sobre a influência das novas variantes, se elas podem ou não causar aumentar dos casos de reinfecção. Os resultados até agora indicam que mesmo para quem já se infectou, ainda é necessário aderir às medidas de segurança, como o distanciamento social e o uso de máscaras.

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