Professores têm mais chance de transmitir coronavírus em escolas do que alunos, diz estudo do CDC

Estudo realizado em 8 escolas nos Estados Unidos indica que alunos não são os maiores responsáveis pela propagação da Covid-19.

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Professores estão mais propensos a causar surtos de Covid-19 nas escolas do que os alunos, segundo estudo publicado nesta semana pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.

Com a volta às aulas, é natural que os pais fiquem preocupados sobre os possíveis riscos de contágio pelo novo coronavírus. O debate do retorno à rotina escolar sempre levou em consideração a capacidade reduzida de transmissão das crianças e os protocolos necessários para diminuir o contágio. Agora, um novo estudo apontou que o agente causador dos surtos escolares pode não ser necessariamente os alunos estarem reunidos em uma sala: o contágio pode vir a partir dos educadores.

Como foi o estudo

Em meados de dezembro, seis escolas públicas de ensino fundamental do estado de Georgia, nos Estados Unidos, apresentaram muitos casos de coronavírus. 

A investigação realizada pelo CDC foi impulsionada pelos surtos da doença na região. Ao todo, a instituição analisou 8 escolas, 700 funcionários e 2.600 alunos da cidade de Atlanta entre os dias 1 de dezembro e 22 de janeiro. 

O resultado foi que 9 grupos de pessoas foram contaminadas. Nos grupos, foram identificados 13 professores e 32 estudantes de seis das oito escolas analisadas. 

Dos grupos, 8 deles possuíam um educador e em 4 deles o primeiro paciente a ser identificado com o novo coronavírus eram professores. 

A conclusão do relatório foi que a contaminação dos alunos está associada à infecção dos educadores. O rastreamento aponta que isso aconteceu devido à reuniões e almoços entre os professores.

Máscara e distanciamento são necessários

O problema foi a falta de distanciamento e do uso de máscaras. Em 5 grupos os alunos fizeram o uso inadequado das máscaras. Além disso, todos os grupos aderiram menos do que o recomendado ao distanciamento físico. Uma das violações da recomendação foram nas salas de aulas de muitas escolas, que estavam com a lotação maior do que a recomendada e consequentemente, impossibilitando o distanciamento.

No Brasil, o retorno escolar ainda está sendo discutido e não voltou totalmente em todas as escolas e universidades do país. Para evitar surtos, seguir as medidas recomendadas e vacinar os profissionais são medidas que podem ajudar a tornar os ambientes escolares mais seguros.

Segundo o CDC, as principais estratégias contra a disseminação da Covid-19 são:

  • Máscaras (sendo usada corretamente e por todos);
  • Distanciamento físico; 
  • Lavar as mãos; 
  • Limpar instalações;
  • Melhorar a ventilação;
  • Rastreamento de contato;
  • Isolamento e quarentena.

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