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Prevenção poderia evitar 60 internações por dia na saúde suplementar, indica IESS

Aproximadamente 21 mil internações ocorrem por causas potencialmente evitáveis. Dessa forma, o cenário poderia ser diferente com mais investimento em prevenção e ações para estimular a mudança no estilo de vida dos pacientes.

               
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Um novo estudo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) sugere que cerca de 60 internações diárias poderiam ser evitadas ao longo de um ano na saúde suplementar. Segundo o documento, aproximadamente 21 mil internações ocorrem por causas potencialmente evitáveis. Dessa forma, o cenário poderia ser diferente caso houvesse um maior investimento em prevenção e na promoção de um estilo de vida mais saudável.

O estudo considera diabetes, hipertensão, insuficiência cardíaca e doença cardíaca congestiva, como doenças de fator de risco modificável. Logo, incentivar mudanças no estilo de vida dos pacientes poderia evitar que as condições se agravassem, como o combate ao sedentarismo, tabagismo, abuso de álcool e mudança dos hábitos alimentares.

“Os programas de promoção da saúde e prevenção a doenças e os estímulos a hábitos de vida saudáveis são fundamentais para a melhora da qualidade de vida dos beneficiários e têm influência direta na taxa de internação. Seguir hábitos saudáveis tem o poder de reduzir as internações e aumentar a qualidade de vida das pessoas”, afirmou José Cechin, superintendente executivo do IESS.

Internações no sistema suplementar

De acordo com dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em 2019 ocorreram 5,2 milhões de hospitalizações por beneficiários de planos de saúde. Das internações evitáveis, 83% foram de ordem clínica. Além disso, nas internações associadas a cirurgias, a análise destaca a prevalência de mulheres (57%) e pessoas de 60 anos ou mais (68%).

Os dados apontam que os procedimentos geraram despesas assistenciais no valor de 433 milhões de reais.

No que se refere aos locais que mais realizam internações evitáveis, o IESS aponta São Paulo como o recordista: das 21,4 mil internações evitáveis, 6,6 mil ocorreram no território paulista. Em seguida, os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais aparecem na lista com 2,8 mil registros.

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