Praticar exercícios físicos com máscara não causa danos à saúde

Novo estudo defende que não há riscos para pessoas saudáveis em utilizar máscara ao praticar exercícios físicos intensos

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Usar máscara durante exercícios físicos intensos não causa danos à saúde de pessoas saudáveis, sugere novo estudo publicado no European Respiratory Journal

O estudo, realizado pelo Centro Cardiológico Monzino e pela Universidade de Milão, na Itália, analisou detalhadamente o desempenho físico, atividade cardíaca e a respiração de 12 pessoas ao utilizar máscaras durante exercícios físicos  em uma bicicleta ergométrica.

Os participantes eram seis mulheres e seis homens na faixa dos 40 anos. Cada um passou por três testes: exercícios sem usar máscara, com máscara cirúrgica e outro usando máscaras como a PFF2.

Os resultados indicaram que há pouco impacto no desempenho das atividades físicas. Foi detectado uma redução de 10% da capacidade de realizar exercícios aeróbicos. Pode haver também um pouco de dificuldade para inspirar e expirar usando máscaras.

O médico co-autor do estudo Dr. Massimo Mapelli, do Centro Cardiológico Monzino e da Universidade de Milão, disse ao EurekAlert: “Esta redução é modesta e, fundamentalmente, não sugere um risco para pessoas saudáveis ​​que fazem exercícios com máscara facial, mesmo quando estão trabalhando em sua capacidade máxima”. Com a evidência, o pesquisador acredita que possa tornar mais seguro a reabertura de academias nos locais em que isso é possível.

Contudo, Mapelli reforça que “Não devemos presumir que o mesmo seja verdadeiro para pessoas com problemas cardíacos ou pulmonares. Precisamos fazer mais pesquisas para investigar essa questão”.

Qual máscara usar?

Para a escolha de qual máscara utilizar, a Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos, recomenda as que possuam pelo menos 3 camadas de proteção. 

Anteriormente já foi divulgado que esse tipo de máscara é a mais segura, por impedir a entrada de pequenas partículas através dos poros das máscaras. 

Agora, os pesquisadores descobriram que a proteção tripla de camadas em máscaras cirúrgicas impede que as grandes gotas de tosse ou espirro virem gotas pequenas (aerossóis), que são mais suscetíveis a permanecer no ar por longos períodos. Segundo modelos físicos, as gotículas maiores são mais rápidas e se dispersam com mais facilidade, a gravidade leva-as rapidamente para o solo. 

Portanto, a utilização de máscaras cirúrgicas de três camadas são mais eficazes na proteção contra o novo coronavírus e, consequentemente, em evitar sua propagação pelo ar.

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