Ômicron: estudos sugerem maior contágio, mas menos chances de hospitalização

Estudo britânico e sul-africano sugerem que a ômicron tenha o risco de hospitalização reduzido entre 40% e 75%, variando conforme fatores como a situação do esquema vacinal, questões individuais de saúde e outros

               
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Estudo britânico e sul-africano sugerem que a ômicron tenha o risco de hospitalização reduzido entre 40% e 75%, variando conforme fatores como a situação do esquema vacinal, questões individuais de saúde e outros

Após cerca de um mês da detecção da variante ômicron, as primeiras evidências científicas começam a surgir. Resultados de dois estudos, realizados no Reino Unido e na África do Sul, sugerem que a nova cepa é mais contagiosa, mas causa quadros de infecção menos graves do que a variante delta.

Os dados apresentados por ambos os estudos ainda não passaram pela revisão por pares, mas defendem que os pacientes com Covid-19 pela nova variante estão menos propensos a necessitar de cuidados hospitalares — o que é mais recorrente nas infecções pela variante delta. Estima-se que a ômicron tenha o risco de hospitalização reduzido entre 40% e 75%, variando conforme diversos fatores (como a situação do esquema vacinal, questões individuais de saúde e outros).

Resultados do estudo britânico

A pesquisa do Reino Unido foi realizada pelas instituições Imperial College London e o Centro de Colaboração da Organização Mundial de Saúde para Modelagem de Doenças Infecciosas.

Para isso, os pesquisadores analisaram todos os casos confirmados de Covid-19 durante as primeiras duas semanas deste mês. Foram cerca de 56 mil casos por ômicron e 269 mil infecções pela variante delta.

O estudo britânico sugere que, em comparação à delta, aqueles infectados com ômicron apresentaram 20% menos chances de precisar de cuidados hospitalares e 40% menos risco de serem internados.

No que se refere aos casos de reinfecção, os pesquisadores estimam que qualquer possibilidade de hospitalização é reduzida em cerca de 50%. Além disso, o risco de hospitalização por mais de um dia é 61% menor para os que já passaram por infecção anterior.

As evidências do estudo sul-africano

A análise da África do Sul foi realizada pelo Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis do país. Foram estudados mais de 29 mil casos de Covid-19 com resultados sugestivos para infecção por ômicron. A pesquisa contou com infecções confirmadas de outubro a novembro de 2021, além de dados das infecções por delta diagnosticadas entre abril e novembro deste ano.

Ao comparar os casos de delta e os possíveis casos de ômicron, os pesquisadores observaram que a infecção pela nova cepa apresenta até 70% menos chances de se desenvolver para casos graves. Entretanto, apesar dos resultados otimistas, o número elevado de casos ainda pode acarretar em dificuldades para os sistemas de saúde.

Outro ponto enfatizado pelos pesquisadores é que as descobertas — tanto do Reino Unido, quanto da África do Sul — estão associadas a um cenário onde parcelas consideráveis de suas populações já apresentam alguma proteção imunológica.

Isso quer dizer que os números apresentados nos estudos podem não se aplicar a países com menos pessoas vacinadas.

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