Ômicron (B.1.1.529): a adaptação das vacinas e as sublinhagens da variante

Após o anúncio da nova variante da Covid-19, cientistas estipulam sobre o futuro das vacinas e anunciam linhagens sucessoras da ômicron

               
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Após o anúncio da nova variante da Covid-19, cientistas estipulam sobre o futuro das vacinas e anunciam linhagens sucessoras da ômicron

No dia 24 de novembro, a África do Sul anunciou a descoberta da variante “ômicron“. Desde então, os cientistas de todo o mundo se movimentam para obter evidências sobre a nova cepa e entender de que forma ela deve impactar o controle da Covid-19.

As principais perguntas até o momento estão em volta das vacinas — se a imunidade gerada por elas pode ou não ser suficiente para barrar uma infecção grave pela nova cepa. Entretanto, questões como o rastreamento de linhagens sucessoras da ômicron e o “Passaporte da Vacina” também vêm ganhando destaque. Veja o que se sabe:

Ômicron e o futuro das vacinas

No que se refere à imunização, os cientistas ainda estão investigando o que é preciso ser feito. Com cinquenta mutações, os especialistas suspeitam que a ômicron afete a eficácia das atuais vacinas contra a Covid-19.

Pensando nisso, a Sinovac Biotech anunciou na terça-feira (07), em evento com o Instituto Butantan, que a estimativa de tempo para adaptar a vacina CoronaVac é de 3 meses. 

Além disso, na semana passada foram divulgados os resultados de um estudo inicial sobre a eficácia da vacina Pfizer-BioNTech em relação a ômicron. A análise ainda deve passar por revisão por pares e foi realizada somente com 12 pessoas, todas vacinadas e seis delas já infectadas pela variante. Porém, os resultados indicam que os anticorpos neutralizantes foram reduzidos em até 40 vezes. 

As empresas afirmaram que seguem com o desenvolvimento de uma vacina específica contra a Ômicron e esperam tê-la disponível até março. “Embora duas doses da vacina ainda possam oferecer proteção contra doenças graves causadas pela cepa Ômicron, é claro a partir desses dados preliminares que a proteção é melhorada com uma terceira dose de nossa vacina”, disse Albert Bourla, presidente e CEO da Pfizer

BA.1 e BA.2: novas linhagens da ômicron

Além dos diversos desafios que a ômicron traz, a variante já gerou duas sublinhagens: a BA.1 e a BA.2. Atualmente, foram identificados 7 casos da BA.2 na África do Sul, Austrália e Canadá. Entretanto, segundo os especialistas, essas novas versões ainda não são motivo de alarme.

A preocupação até este momento, é o fato das novas linhagens serem mais difíceis de rastrear. Isso porque mesmo com ambas apresentando elementos em comum com a estrutura da ômicron, a BA.1 e a BA.2 apresentam mutações em características que funcionam como marcas de “atalho” para o teste de detecção da Covid-19.

Em outras palavras, os cientistas afirmam que os exames PCR dificilmente conseguem detectar essas novas linhagens. O motivo é a alteração do gene S, que funciona como um marcador biológico dos testes de detecção do coronavírus. Mesmo assim, os exames ainda são capazes de detectar casos de Covid-19.

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