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Como a obesidade infantil aumenta o risco de doenças crônicas como o câncer

Novo levantamento indica que uma em cada dez crianças brasileiras de até cinco anos está acima do peso. A obesidade em crianças pode causar problemas cardiovasculares, psiquiátricos, metabólicos e oncológicos.

               
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Assortment of unhealthy products that's bad for figure, skin, heart and teeth. Fast carbohydrates food. Space for text

Na última semana, dados do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil acenderam um alerta sobre a obesidade entre meninas e meninos brasileiros. Segundo o levantamento, uma em cada dez crianças brasileiras de até cinco anos está acima do peso.

No relatório, os pesquisadores ressaltam que “o excesso de peso prejudica o crescimento e o desenvolvimento infantil e pode gerar doenças crônicas graves ao longo da vida”.

Nos últimos anos, diversas evidências comprovaram que a obesidade em crianças causa problemas cardiovasculares, psiquiátricos, metabólicos e oncológicos. Mais de 20 tipos de câncer são relacionados à obesidade infantil e de 30 a 35% dos tumores são ligados aos fatores obesidade, dieta e sedentarismo. Temos no mundo mais de 124 milhões de crianças obesas e 120 milhões com sobrepeso.

Mudando a rotina alimentar

Há dois anos, o Instituto Vencer o Câncer lançou o projeto “Alimentos Tarja Verde”, para informar pais e responsáveis sobre a obesidade infantil e a importância de melhorarmos as rotinas alimentares das crianças. O foco neste público se justifica por ser mais fácil mudar os hábitos de uma população mais flexível, como crianças e adolescentes, do que de adultos.

Porém, mães, pais, tios, avós não devem descuidar. Para qualquer faixa etária, cuidar do peso e da prática de atividades físicas é sinônimo de boa saúde. E pode ser um exemplo para os pequenos. Vale ressaltar que a mesma pesquisa sobre obesidade infantil mostrou que excesso de peso também foi registrado em mais da metade das mães com filhos de até cinco anos, chegando a 58,5% destas mulheres.

A má alimentação é um dos piores hábitos que podemos passar para as futuras gerações. Assim, precisamos insistir que o consumo exagerado de enlatados, embutidos e gorduras deve sempre ser evitado. Esses produtos contêm, comprovadamente, substâncias que podem alimentar um câncer. O mesmo corre para o álcool, outro fator de risco.

Os bons alimentos, como frutas, legumes, verduras, cereais, grãos e outros alimentos não processados, são uma proteção para o organismo contra doenças crônicas. Precisamos cuidar dos hábitos de nossas crianças para garantir gerações mais saudáveis no futuro.

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