O fenômeno das startups de saúde – Parte II: cinco healthtechs para ficar de olho em 2021

Healthtechs atuam em áreas como anestesiologia, gestão, medicamentos para doentes crônicos, cirurgia e saúde mental

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healthtechs brasileiras

Na parte I deste especial sobre o fenômeno das startups de saúde, Futuro da Saúde contextualizou os motivos e a velocidade de surgimento das healthtechs. Neste cenário promissor e que, como tudo indica, tende a prosperar, healthtechs brasileiras das mais variadas categorias, serviços e alcance, nascem e impactam a vida de centenas de pessoas através da tecnologia e da inovação. Nesta segunda parte, apresentamos cinco healthtechs brasileiras de destaque para acompanhar, dentre as mais de 540 empresas criadas e em atividade no país. 

Anestech

anestech , healthtechs brasileiras

Área de atuação: Anestesiologia

Após passar pela incubadora de startups do Hospital Israelita Albert Einstein, Eretz.bio, a empresa já atende 60 hospitais pelo Brasil, três mil anestesistas e já documentou mais de 500 mil cirurgias. Em 2021, ela recebeu o equivalente a R$ 3 milhões de investidores anjo da área da saúde e do setor bancário. Com a entrada de novos clientes, a previsão é de que o faturamento chegue aos R$ 10 milhões ainda neste ano

Criada por médicos anestesiologistas ao perceberem um sistema anacrônico na área, a Anestech trabalha na segurança do paciente, gestão de riscos e suporte cognitivo aos profissionais em momentos críticos. Pela plataforma AxReg, desenvolvida por meio de business intelligence e inteligência artificial, os médicos podem documentar todo o procedimento anestésico de forma rápida, intuitiva, com armazenamento dos dados em nuvem e análise de dados em tempo real.

Upflux 

Upflux , healthtechs brasileiras

Área de atuação: Gestão

Primeira plataforma de mineração de processos do Brasil, a Upflux usa as ciências de dados e de processos para desenvolver soluções para empresas. Ela descobre, mapeia, monitora e ajuda a melhorar processos internos com uso de inteligência artificial. Na área da saúde, a startup contribui com a eficiência operacional de hospitais e clínicas permitindo redução da variabilidade e eliminação de desperdícios

Além disso, laboratórios, centros oncológicos, operadoras de planos de saúde, centros de serviços compartilhados, indústrias e instituições financeiras também podem ser beneficiados pelo trabalho. A tecnologia de process mining permite uma análise de real execução a partir de dados desde o pronto atendimento, passando pelo centro cirúrgico até a rotatividade de leitos para reduzir danos, custos e tempo em processos repetitivos. Hoje, ela já atua em 14 estados do Brasil.

Far.me

Farme , healthtechs brasileiras

Área de atuação: Medicamentos para doentes crônicos

Com o objetivo de facilitar a vida e a rotina de pacientes crônicos, a Far.me foi fundada por farmacêuticas que notaram uma demanda não atendida pelo setor: facilitar a entrega e administração de medicamentos de uso contínuo. A empresa fornece o serviço de farmácia completo em uma caixa de assinatura individual e personalizada montada com fidelidade ao que foi prescrito pelos médicos do paciente. Todo mês a caixa é enviada automaticamente antes mesmo que a anterior acabe.

Na Far.me Box, os remédios são separados por dia, horário e dose – com as devidas informações sobre prescrição médica, lote e prazo de validade. Todos os medicamentos permanecem também na embalagem original do fabricante. Em 2021, a startup recebeu investimento Series A do Grupo Mafra. O valor é desconhecido, mas deve possibilitar um grande salto no seu desenvolvimento.

Vidia

Vidia , healthtechs brasileiras

Área de atuação: Cirurgia

A plataforma Vidia cumpre o papel de conectar pacientes que necessitam fazer alguma cirurgia e não têm plano de saúde a hospitais que podem realizar o procedimento de forma acessível, rápida e sem fila de espera. O paciente ainda tem direito, dentro do valor pago, a consultas, exames, materiais cirúrgicos e estadia no hospital. A forma de pagamento pode ser parcelada por cartão de crédito, boleto, através de algum parceiro financeiro da empresa ou ainda com a ajuda de uma “vaquinha online”.

Hoje, os procedimentos disponíveis são mais simples: vasectomia, varizes, cataratas, cirurgia refrativa, fimose, colecistectomia (retirada da vesícula), ginecomastia bilateral, ninfoplastia e blefaroplastia. Os valores variam entre R$ 1,5 mil e R$ 12 mil, em média. Após passar pela incubadora do Hospital Israelita Albert Einstein, Erez.bio, a startup recebeu investimento de R$ 4 milhões da gestora Canary. 

Vitalk 

vitalk , healthtechs brasileiras

Área de atuação: Saúde mental

Antes com o nome de TNH Health, a Vitalk evoluiu e se transformou em um chatbot que preza a saúde mental e utiliza tecnologia, base científica e contato humano. Por meio da assistente virtual Viki é possível ter experiências de autocuidado através de conversas guiadas e exercícios para garantir melhores resultados no autoconhecimento e equilíbrio emocional. Além de ajudar a lidar com problemas de sono, ansiedade, desânimo e estresse.

Para empresas, é possível capacitar lideranças em quesitos como autoconhecimento, criação de um ambiente psicologicamente seguro, comunicação não-violenta, inteligência emocional e soft skills, burnout, entre outros. A plataforma também é capaz de fazer um mapeamento inteligente com o objetivo de entender como está a saúde mental dos colaboradores de cada setor através de dados anônimos. 

Site e redes sociais do Futuro da Saúde

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