Novo medicamento contra vírus sincicial respiratório é aprovado na Europa

Novo medicamento contra vírus sincicial respiratório é aprovado na Europa

A Comissão Europeia aprovou um novo medicamento, desenvolvido em conjunto […]

By Published On: 08/11/2022

A Comissão Europeia aprovou um novo medicamento, desenvolvido em conjunto por AstraZeneca e Sanofi, para proteger bebês e crianças contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), um dos principais causadores de infecções do trato respiratório inferior, como bronquiolites e pneumonias, em crianças de 0 a 4 anos. Trata-se do nirsevimab, um anticorpo monoclonal para ser usado em dose única com o objetivo de evitar a evolução da infecção causada pelo VSR.

A medicação já havia apresentado resultados promissores nos ensaios clínicos e agora recebeu a aprovação do órgão europeu para utilização em recém-nascidos. Após o sinal verde, a expectativa é que o medicamento esteja disponível na Europa a partir de 2023, antes da próxima temporada de inverno, período de maior incidência do vírus.

Segundo dados levantados pela AstraZeneca, em 2019, no mundo, houve em torno de 33 milhões de casos de infecções agudas do trato respiratório inferior, provocando mais de três milhões de hospitalizações. Ainda, há uma estimativa de 26.300 mortes de crianças com idade inferior aos cinco anos, o que evidencia o peso do medicamento.

Vírus sincicial respiratório também preocupa no Brasil

No Brasil, o mais recente Boletim Infogripe da Fiocruz, divulgado na última sexta-feira, 4, destacou um aumento de casos do Vírus Sincicial Respiratório (VSR): no ano, de todos os 121,5 mil casos positivos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), quase 10% foram causados pelo VSR, mas nas últimas 4 semanas esse índice subiu para 26,4%.

Hoje, já há medicamentos para tratar as infecções causadas pelo VSR, como o palivizumabe, da própria AstraZeneca, mas ele é indicado apenas para casos graves em uso hospitalar. Ainda não há confirmação da chegada do novo medicamento no Brasil, que depende também da aprovação da Anvisa.

Segundo a Bloomberg Intelligence, a expectativa é de que o medicamento gere vendas de mais US$ 800 milhões em 2026. Ainda, as empresas indicaram que custos e lucros do produto serão divididos, com a AstraZeneca à frente do desenvolvimento e fabricação e a Sanofi responsável pela comercialização e registro de vendas.

Redação

Equipe de jornalistas da redação do Futuro da Saúde.

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NATALIA CUMINALE

Sou apaixonada por saúde e por todo o universo que cerca esse tema -- as histórias de pacientes, as descobertas científicas, os desafios para que o acesso à saúde seja possível e sustentável. Ao longo da minha carreira, me especializei em transformar a informação científica em algo acessível para todos. Busco tendências todos os dias -- em cursos internacionais, conversas com especialistas e na vida cotidiana. No Futuro da Saúde, trazemos essas análises e informações aqui no site, na newsletter, com uma curadoria semanal, no podcast, nas nossas redes sociais e com conteúdos no YouTube.

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