Mitomania: o que é a doença da compulsão pela mentira

O mitômano é uma pessoa que mente compulsivamente, para tudo, ou quase tudo. Desde pequenos fatos irrelevantes do cotidiano até a criação das histórias mais complexas e cheia de detalhes

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A palavra mito, nas últimas décadas, ganhou significados diferentes, fato aliás totalmente compreensível, já que sabemos que as línguas são vivas e transformam não só o significado de palavras e de expressões, assim como criam-se novos termos e retiram do convívio cotidiano outros.

Uma palavra que ganhou novo status nos dias atuais certamente é a palavra mito.

Sua origem, do grego clássico, esta relacionada não a uma pessoa, mas a uma história, imaginária, que ganha um poder no inconsciente coletivo como força de verdade ou ao menos de uma fábula que contenha um aprendizado em suas entrelinhas. O personagem em si, humano, um deus ou uma criatura totalmente inexistente, na verdade não é o mito e sim o ser mitológico.

O conjunto destas histórias formam a mitologia, que são retratos fantásticos, contendo heróis e vilões imaginários.

A patologia

Certamente, todos já estiveram diante, ou ao menos ouviu falar de pessoas que, de maneira frequente, até em alguns casos de modo compulsivo, criam e contam histórias que não são verdadeiras de modo tão natural , que por vezes até crê-se que possam ser verdadeiras.

Estas pessoas muitas vezes vivem em um mundo paralelo, fantasioso e creem que conseguem fazer com que os outros acreditem em suas histórias, que podem ter alguma base em fatos reais, mas na maioria das vezes são mentiras que acabam sendo ridicularizadas publicamente.

Estes mentirosos sem freios, muitas vezes não fazem isso de propósito. Eles são, na verdade, portadores de um quadro patológico, a mitomania.

O mitômano é uma pessoa que mente compulsivamente, para tudo, ou quase tudo. Desde pequenos fatos irrelevantes do cotidiano até a criação das histórias mais complexas e cheia de detalhes. Se manifestam com alguma base ou gancho na realidade, as inverdades ou exageros estão presentes de forma corriqueira ou crônica, não são mentiras esparsas ou pontuais.

Não é incomum que invariavelmente o mitômano acabe em suas histórias se transformando em herói ou na pessoa que terminou do lado vencedor da trama. Outro ponto é que nem sempre as mentiras contadas por essas pessoas são utilizadas com um objetivo premeditado de obter ganhos. Pode ser um evento compulsivo, sem controle ou planejamento.

Devo alertar que é um comportamento patológico, mas geralmente o individuo tem ciência de que esta mentindo, mas não consegue evitar.

Agora que sabemos as diferenças em mitos, seres mitológicos e mitômanos, fica mais fácil entendermos os distúrbios de comportamento de algumas pessoas ou personagens que conhecemos. Quando for possível, é importante indicar ajuda profissional de um médico ou psicólogo. É bom sempre manter o alerta para não sermos envolvidos por suas histórias de ficção, criadas em sua realidade paralela.

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