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Merck irá testar uso de inteligência artificial para análise de segurança dos medicamentos

A parceria com a startup Quris surge após a rodada de financiamento inicial de 28 milhões de dólares. A tecnologia deve ser aplicada em pesquisas clínicas ainda este ano.

               
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Cerca de 92% das substâncias aprovadas em testes com camundongos, acabam falhando em ensaios clínicos com humanos. A dificuldade em avaliar a toxicidade dos medicamentos tira de circulação ao menos dois terços dos produtos. Pensando nisso, a farmacêutica Merck decidiu testar a tecnologia “paciente em um chip” ​​da startup israelense Quris, que avalia a segurança dos remédios através de inteligência artificial.

Trata-se da plataforma BioAI, que trabalha identificando compostos que representam baixo risco de toxicidade hepática e outros possíveis problemas de segurança logo no início da fase pré-clínica dos medicamentos. Para isso, o recurso se baseia em amostras de tecido humano em chips, nanosensores e machine learning.

Após essa etapa, os dados fornecidos pela tecnologia serão comparados às técnicas de segurança já utilizadas em estudos in vitro e em ensaios clínicos.

A parceria com a startup Quris surge após a rodada inicial de 28 milhões de dólares. A farmacêutica espera aplicar a tecnologia em pesquisas clínicas ainda este ano, começando com um medicamento em potencial para a síndrome do X frágil – condição ligada ao cromossomo X, associada ao autismo e deficiência mental.

Começo do fim dos testes em animais?

A inteligência artificial da BioAI está sendo treinada com milhares de substâncias com potencial para medicamentos. Esse recurso permite simular qual será a reação de um corpo humano a diversos compostos. O que pode minimizar a necessidade de realizar testes em animais.

“Nos últimos anos, líderes de todo o mundo têm reconhecido cada vez mais que experimentos em camundongos não imitam fielmente o que funcionará em pessoas”, disse Aaron Ciechanover, biólogo israelense e ganhador do Prêmio Nobel que chefia o conselho consultivo científico da Quris. “Se for bem-sucedido, isso pode levar a uma transformação muito necessária na velocidade, segurança e custo do desenvolvimento de medicamentos”, completou o biólogo.

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