Medicina diagnóstica: o que esperar do setor nos próximos anos

Algumas transformações relacionadas a tecnologias de informação e comunicação já estão acontecendo.

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medicina diagnóstica

A medicina diagnóstica envolve diversas especialidades médicas com o intuito de realizar os devidos exames para chegar ao diagnóstico correto para um problema de saúde. A partir daí, o médico pode dar seguimento ao tratamento e acompanhamento do paciente.

A medicina diagnóstica não precisa ser feita necessariamente somente pelo médico, podendo ser realizada por outros profissionais de diversas áreas também, como fisioterapia, nutrição, odontologia, entre outros. Depois de conversar com o paciente, o profissional solicita o exame adequado, que pode tanto ser por imagem como laboratorial. Com o resultado em mãos, ele tem as informações necessárias para analisar e chegar a uma conclusão sobre o que a pessoa tem. 

O que esperar do setor

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Estamos em constante evolução na área da saúde. E o que podemos esperar do setor de medicina diagnóstica nos próximos anos?

Bem, algumas transformações relacionadas à tecnologia de informação e comunicação já estão acontecendo. E temos dois contextos de evolução.

O primeiro deles é o investimento e aperfeiçoamento das tecnologias, em especial no enfoque na genética. Conhecendo melhor essa área, abrem-se as possibilidades sobre tudo que envolve as células e o seu funcionamento. Isso naturalmente permite que a medicina diagnóstica seja mais precisa.

O segundo contexto é a medicina integrada, que vê o vendo o paciente como um todo, sem focar somente nas resolução das doenças. Então, ao unir os dois, surge uma integração completa de tudo que um paciente precisa, da forma mais avançada possível.

O setor de medicina diagnóstica poderá ter um caráter que busque não somente a cura após o aparecimento da doença, mas – e principalmente – a prevenção, para evitar que as pessoas desenvolvam as enfermidades. E isso será feito integrando a busca por bons hábitos de vida e bem-estar.

Dados

O uso de dados deverá ajudar os médicos a interpretar as informações do paciente e a adotar a melhor conduta. Juntamente com outras tarefas operacionais que envolvem algoritmos, poderão qualificar o paciente e sugerir um determinado diagnóstico, com uma expectativa de acerto muito grande que, em alguns casos, supera a experiência clínica do profissional.

Com isso, será possível que os profissionais tenham mais tempo, garantindo que possam oferecer um atendimento mais humanizado aos pacientes. Isso já acontece atualmente, porém em pequena escala. Mas a tendência é que esse atendimento se personalize mais ainda.

Possíveis avanços para os próximos anos

Temos quatro exemplos de avanços que podemos esperar da medicina diagnóstica nos próximos anos:

  1. Centralização e Automação: os centros de saúde – em especial laboratórios – deverão ter uma infraestrutura maior, permitindo que diversos exames sejam realizados no estabelecimento no mesmo espaço de tempo. Os equipamentos serão mais velozes, garantindo resultados também mais rápidos. Essa autonomia gera menos custos, pois a mão de obra diminui.
  2. Exames em casa: da mesma forma que existem os testes de gravidez das farmácias, futuramente poderá ser possível acoplar um dispositivo no celular que pode tirar amostras de urina e saliva na sua própria casa, sendo enviado depois para o laboratório ou médico para análise. O nome desse tipo de exame é Point of Care.
  3. Diagnósticos mais avançados por Inteligência Artificial: a medicina diagnóstica se baseia nas informações dos pacientes e na análise do médico. A Inteligência Artificial consegue chegar num nível de análise muito mais preciso através de algoritmos, detectando muitas vezes o que olho humano não consegue. Além disso, programas de machine learning permitem que os computadores aprendam com os erros e se aprimorem.
  4. Nanorrobôs de DNA: embora seja uma ideia muito futurista, ela é interessante. A possibilidade é ter robôs que trabalham em milionésimos de segundo, que inseridos no corpo do paciente, podem realizar diagnósticos com base no comando dos médicos, bem como fornecer medicamentos em quantidades precisas e personalizadas, entre diversas outras possibilidades.

Avanços da medicina diagnóstica no Brasil nos últimos anos

A medicina diagnóstica avançou bastante nos últimos anos e está deixando um legado em andamento. Ou seja, em andamento significa que ele não pára nunca, está em constante evolução. Alguns desses progressos foram:

Inteligência Artificial

Os maiores avanços do mundo se relacionam com a inteligência artificial, e um dos ramos é o da saúde. A capacidade de uma máquina não somente de ler dados, mas também de interpretá-los e remontar um contexto em cima disso é algo que nos faz compreender muita coisa não alcançada antes. Hoje em dia, em muitos centros de saúde e clínicas, os sintomas dos pacientes já podem ser recebidos e interpretados por máquinas, conseguindo diagnosticar muitas doenças quando estão no início. Isso ampliou a capacidade de cura.

Gadgets conectados

Essa é a forma como a inteligência artificial se conecta. A acessibilidade na saúde cresce para profissionais e pacientes. A Internet das Coisas tomou conta de tudo, integrando informações de celulares com dispositivos variados. Assim, a capacidade da medicina diagnóstica é aumentada.

Evolução dos equipamentos de diagnóstico por imagem

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A medicina diagnóstica, através de diversos equipamentos de diagnóstico por imagem, como aparelhos de raio X e ressonância magnética, consegue criar um panorama mais acessível para as pessoas. A maior parte dos planos cobre esses exames, e ele também está disponível em hospitais públicos. Dessa forma, tivemos um avanço que favorece a população a realizar mais facilmente esses exames – também em função do valor. Isso deve facilitar ainda mais a medicina diagnóstica.

Telemedicina

Atualmente, mesmo nos locais mais difíceis, é possível prestar um bom atendimento sem que seja preciso se deslocar. Consequentemente, independente do estado e da cidade, a quantidade e qualidade de profissionais de saúde online conseguem ser alta. Além disso, os exames podem ser realizados sem o paciente precisar se deslocar para muito longe. Eles podem ser enviados, analisados e diagnosticados por uma central em menos de um dia.

Robótica e Nanotecnologia

São dois avanços que contribuem para a área da saúde. A robótica permite que cirurgias sejam realizadas com o uso de robôs, com braços mecânicos extremamente precisos, que são comandados por um médico através do computador. Por outro lado, a nanotecnologia permite que dispositivos minúsculos penetrem no corpo humano. Tudo isso pode ser feito com imagens sendo enviadas em tempo real ao médico, contribuindo para o seu trabalho na medicina diagnóstica.

Desafios de mercado de medicina diagnóstica

Há alguns desafios na medicina diagnóstica, com destaque para quatro. São eles: 

  1. Interoperabilidade e integração: um dos desafios é integrar os dispositivos médicos que ajudam no diagnóstico no local que gerencia as imagens médicas. É algo que facilita o trabalho de todos os profissionais e ainda não está 100% preciso.
  2. Passar do analógico para o digital: informatizar e armazenar as imagens é algo necessário e que irá facilitar muito o atendimento e demais procedimentos entre médico e paciente. Porém, o maior desafio é demonstrar o quão competente esse contexto é, gerando economia para o hospital, eficiência para a equipe, paciente e exames. Além disso, sobra mais tempo para prestar um atendimento humanizado.
  3. Produtividade: em função dos avanços da tecnologia citados acima, a produtividade aumenta. Com tudo sendo online, o pagamento não é mais feito por turno ou hora, mas sim por laudo feito. Quanto mais laudos, mais equipamentos são necessários, para que se tenha ainda mais agilidade no atendimento, e consequentemente, mais produtividade.
  4. Segurança do diagnóstico: com o fácil acesso a exames e imagens, tanto por pacientes como por médicos, exames e diagnósticos podem ser acessados por qualquer dispositivo em qualquer lugar. Isso traz mais rapidez e eficiência em tudo, mas ao mesmo tempo gera o desafio da segurança dos dados.

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