Mais uma crise no meio da crise

E, no meio de tudo isso, os números continuam subindo. São 52.995 casos confirmados e 3.670 mortes

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Imagem: Palácio do Planalto (Flickr)

O pedido de demissão do ministro da justiça Sérgio Moro impactou o Brasil nesta sexta-feira. Não farei a análise política do discurso aqui e nem das repercussões possíveis para o governo do presidente Jair Bolsonaro. Na prática, a missão de Moro dentro do comitê de crise criado pelo governo contra o coronavírus era garantir a segurança, distribuição de alimentos e produtos de saúde, monitorar fronteiras e proteger o consumidor. Nesse sentido, são áreas que podem ser absorvidas por seu sucessor. Mas isso não é o mais grave.

A saída de Moro coloca o Brasil em uma posição extremamente frágil, mais do que já está. Não podemos esquecer que estamos vivendo a maior epidemia que se tem notícia no último século. O sistema de saúde está ameaçado de sobrecarga, com indícios claros de colapso em Manaus e alto risco em outras capitais brasileiras. O próximo passo será a recuperação de uma crise econômica, agravada pelo desemprego. O país já vive uma crise de saúde, terá que administrar uma crise econômica e agora, com a queda de Moro, somará também uma crise política. Como passar segurança e confiança para a população com um cenário como esse?

Enquanto isso, aguardamos os próximos passos do ministro da saúde, Nelson Teich, que deve apresentar um “plano de saída” para os estados e municípios na próxima semana. Os números continuam subindo. São 52.995 casos confirmados e 3.670 mortes.

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