Maior parte dos brasileiros quer acesso a tratamentos de saúde, aponta levantamento

Levantamento da ANAB apresenta também um panorama dos planos de saúde no Brasil e um perfil de seus beneficiários

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Levantamento da ANAB apresenta também um panorama dos planos de saúde no Brasil e um perfil de seus beneficiários

Um novo levantamento aponta que 81% dos brasileiros estão preocupados com o acesso a tratamentos de saúde. Junto a isso, o estudo ressalta que a pandemia por Covid-19 foi uma das principais impulsionadoras dessa preocupação para 49,2% das pessoas. Encomendada pela Associação Nacional das Administradoras de Benefícios (ANAB) e realizada com o Instituto Bateiah Estratégia e Reputação, a pesquisa também elaborou um panorama dos planos de saúde no Brasil e um perfil de seus beneficiários.

Através de entrevistas de mais de mil usuários de planos de saúde a partir de 16 anos, as amostras registraram informações de todo o país, classificadas por: gênero, idade, escolaridade, renda familiar e ocupação.

Entre os principais resultados, é possível observar que:

  • A preocupação é maior para aqueles que possuem renda de até cinco salários mínimos
  • Ter um plano de saúde é considerado a 3ª maior conquista do brasileiro em 2021
  • Os aposentados correspondem a 50,6% que veem o convênio médico como prioridade absoluta
  • Para o público acima de 50 anos, a importância do plano de saúde só perde para a casa própria 

Quem está buscando por planos de saúde?

Demais dados do levantamento demonstram que as mulheres e as pessoas de terceira idade são, respectivamente, 52,5% e 54% do público cuja preocupação mais cresceu quanto ao acesso à saúde.

Em complemento a isso, o grau de escolaridade também demonstra ser um fator importante no perfil dos beneficiários, visto que ao menos 21,8% dos entrevistados com o Ensino Médio completo apontam os planos de saúde como uma conquista.

Preço e custo-benefício

Por outro lado, aqueles com renda de 2 a 5 salários mínimos correspondem a 84,1% dos entrevistados que alegam maior desconforto com a falta de acesso à saúde.

Considerando a necessidade de reajustes de preço anuais, a pesquisa apurou que em geral, apenas 20% dos entrevistados totais se mostram abertos a pagar mais pelo plano de saúde. Há ainda o fato de que mesmo com 51,6% dos homens reconhecendo a importância de se ter um plano de saúde, eles são o público menos disposto a pagar valores altos por esse serviço.

Entre as alternativas para redução de custos, apenas 7,8% alega estar disposto à mudanças no plano ou negociação do preço com as operadoras. Logo, 91,4% prefere deixar o benefício como está.

Ponto de vista dos beneficiários

Segundo a pesquisa, o sentimento de conquista ao adquirir um plano de saúde está associado à sensação de segurança. Além disso, 69% dos entrevistados alegam que este benefício é uma alternativa em casos de necessidade e 31% veem como uma necessidade recorrente.

Assim, os beneficiários indicam que os principais pontos a serem levados em consideração ao adquirir um plano de saúde é: a agilidade no atendimento, facilidade de autorização de procedimentos, rede médica contemplada no contrato, serviços oferecidos e rede de profissionais.

No Brasil, o plano coletivo empresarial é um dos mais adquiridos e representa ao menos 76% do total de beneficiários. Enquanto isso, os planos individuais correspondem a apenas 18% dos casos. As amostras apontam ainda que 69% dos beneficiários costumam recorrer a consultas com especialistas, 13,3% à exames e 8,7% a situações de emergência.

Entretanto, o levantamento aponta que mesmo com plano de saúde, 42% dos beneficiários utilizam serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). No âmbito público, a vacinação ganha destaque por ser citada por 49,3% dos entrevistados, que foram em sua maioria pessoas mais velhas e com menor poder aquisitivo.

O que diz o especialista

Com os dados da ANAB, Alessandro Acayaba de Toledo, presidente da associação, explica que “o consumidor ainda carece de informações claras sobre seus direitos no plano de saúde”. Isso porque os dados da pesquisa mostram cerca de 35% dos beneficiários sentem dificuldade de analisar propostas das operadoras.

“Para 44% deles, o auxílio de um consultor para tirar dúvidas faria diferença. O mercado tem dado resposta com o lançamento de produtos a preços mais atrativos e até sugerindo a portabilidade de carências, como a ANAB tem feito. É fundamental que o consumidor tenha conhecimento desses direitos para tomar as melhores escolhas para sua saúde, inclusive a financeira”, completa.

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