Mulheres na saúde: o papel da liderança feminina para avançar

Mulheres na saúde: o papel da liderança feminina para avançar

Futuro da Saúde perguntou para mulheres líderes do setor no Brasil como a liderança feminina pode influenciar as transformações da saúde

By Published On: 20/03/2024
Liderança feminina na saúde

A participação de mulheres nas posições de comando no mercado de trabalho tem evoluído nos últimos anos. O domínio masculino foi norma por muito tempo, mas o cenário vem mudando gradativamente. Hoje, cargos de direção, presidência e C-Level de forma geral em diversas áreas e grandes corporações, além de presença em eventos, conselhos e palcos antes tomados principalmente por homens, já contam com uma liderança feminina, ainda que tímida.

No Brasil, um relatório de 2023 da Grant Thornton destacou que as mulheres ocupavam 38% dos cargos de liderança, um avanço que pode ser considerado significativo em termos de igualdade de gênero no ambiente corporativo. No entanto, a área da saúde, apesar de ser majoritariamente feminina, com mulheres representando 70% do total de profissionais, tem somente 25% de mulheres em posições de liderança, de acordo com o relatório da Women in Global Health. Um contraste que destaca a necessidade de esforços contínuos para alcançar uma representação mais equitativa e inclusiva.

Neste contexto, para marcar março como o mês da mulher, Futuro da Saúde perguntou para mulheres líderes do setor no Brasil como a liderança feminina pode influenciar o futuro da saúde e qual o papel dessas mulheres nesse cenário. As respostas obtidas não só reiteram a importância estratégica das mulheres como catalisadoras de mudanças significativas, mas também sublinham seu papel crucial na promoção de um acesso mais equitativo à saúde.

Leia abaixo os principais trechos trazidos pelas entrevistadas:

Adriana Costa, diretora geral da Siemens Healthineers no Brasil

As mulheres e o futuro da saúde

“Acredito que, ambientes equânimes e diversos, geram resultados mais consistentes e sustentáveis. Afinal, em sua essência, a diversidade é o enriquecimento de experiências proporcionadas por diferentes identidades e visões que nos formam como seres humanos. No corte de gênero não é diferente – times com equilíbrio entre homens e mulheres trazem uma dinâmica mais rica, humanizada, construtiva e a possibilidade de ampliar perspectivas e visões, gerando crescimento contínuo.  No segmento de saúde, há uma preocupação cada vez mais crescente a respeito da saúde das mulheres. Um estudo recente do McKinsey Health Institute em parceria com o Fórum Econômico Mundial mostra que investir na saúde da mulher tem um potencial significativo, com reflexos diretos na economia. Segundo o novo relatório, o impacto no PIB global pode ser superior a 1 trilhão de dólares, por ano, e 13 bilhões de dólares só no Brasil, acelerando o crescimento sustentável e inclusivo no país. A mulher tem um papel importantíssimo nos cuidados da sua saúde e de toda a sua família. Nesse sentido, é evidente que não podemos tratar a evolução da jornada de saúde da mulher sem a presença de mulheres na liderança deste assunto. Não estamos falando apenas de negócios, mas de uma causa social maior num país onde o desemprego acomete em maior incidência mulheres; mulheres negras recebem renda quase 50% menor do que homens brancos e as mulheres ainda sofrem de violência doméstica e preconceito no ambiente de trabalho. É responsabilidade de todos nós mudar esta realidade”.

Amanda Spina, presidente da Johnson & Johnson Innovative Medicine Brasil

As mulheres e o futuro da saúde

“Acredito muito no potencial transformador da indústria farmacêutica para enfrentar os desafios de saúde no país e o setor tem muito a ganhar com o equilíbrio de gênero na liderança. Vejo que estamos avançando com o tema de gênero na saúde, mas ainda distantes do equilíbrio, especialmente em lideranças mais seniores. Essa pauta deve estar na agenda estratégica das companhias e ser tratada como uma vantagem competitiva. As mulheres são a maioria no país, representando 51,5% da população, o que se reflete nas universidades brasileiras também com mais estudantes mulheres. No entanto, mesmo em um setor com maior representatividade feminina, ainda temos muito o que avançar sobre temas de Diversidade, Equidade e Inclusão, seja de gênero ou de outras diversidades, incluindo outras vozes e perspectivas. Nós somos executivas, gestoras, cientistas e muito mais. Também somos cuidadoras, mentoras, mães e líderes nos nossos negócios”.

Angélica Nogueira, presidente-eleita da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC)

“A liderança feminina agregará valor quando, além de preencher os necessários requisitos de competência técnica para a posição que ocupa, a líder trouxer as especificidades da visão propósitos femininos para sua gestão. O Brasil possui 55 especialidades médicas reconhecidas e a predominância feminina pode ser observada em 19 delas. As médicas se interessam mais por especialidades relativas à atenção primária em saúde, se dedicando à prevenção e à redução de riscos de doenças à saúde, guinada essencial para uma sociedade com índices crescentes de obesidade, doença cardiovascular e neoplasias passíveis de prevenção. Em dez anos, a especialidade que mais expandiu o número de médicos residentes foi a Medicina de Família e Comunidade, que passou de 181 vagas de R1, em 2010, para 1.031 vagas de R1, em 2019 – um aumento de 469,6%. Dos médicos atuantes nessa especialidade, 58,7% são mulheres. Segundo o Ministério da Saúde, câncer será a primeira causa de morte por doença no país a partir do ano de 2030, o que exige urgente execução do Plano Nacional de Controle do Câncer (PNCC), proposta governamental lançada em 2023”.

Claudia Cohn, diretora de negócios nacionais da Dasa e diretora executiva do Alta Diagnósticos   

As mulheres e o futuro da saúde

“As mulheres frequentemente destacam-se em habilidades interpessoais, como empatia e comunicação (aliás, para mim, palavras que serão fundamentais para o futuro de tudo). Comunicação melhor cria mais confiança, também vital na área da saúde. Com foco no paciente, a melhor empatia e comunicação promoverão maior qualidade do atendimento ao paciente, aumentando a satisfação e promovendo melhores resultados. Líderes mais capacitadas e transformadoras fazem grandes empresas, sistemas de saúde e também estão mais preparadas para o mundo que vivemos: vulnerável, instável, rápido e em crise. A gestão de crise é um dos talentos que líderes femininas demonstraram na saúde durante a pandemia e agora se veem novamente em busca de ambientes que requerem decisões com accountability. Meu papel neste cenário encontra-se em todos estes aspectos: primeiro pelo orgulho que tenho das mulheres que permeiam minha vida, e dos homens que as valorizaram em muitos momentos. E tento honrar este legado como líder na saúde“.

Denise Santos, CEO da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo

As mulheres e o futuro da saúde

“As lideranças femininas trazem diversidade de perspectivas, empatia e inovação para a gestão e entrega de cuidados de saúde. Temos a oportunidade de promover uma cultura de inclusão, equidade e diversidade, que são fundamentais para enfrentar os complexos desafios do setor de saúde. Ao liderar pelo exemplo, podemos encorajar mais mulheres a seguir carreiras em saúde e ciência, contribuindo assim para uma força de trabalho mais diversificada e inovadora. Como líder de um hub de saúde de 165 anos onde atuam mais de 5 mil médicos e 6,4 mil colaboradores, estou comprometida em promover uma cultura organizacional que valorize a diversidade, a equidade e a inclusão em todos os níveis, pois acredito que esses são pilares essenciais para a excelência em saúde. Um dos valores da BP é “estamos sempre em movimento”, por isso buscamos formas novas e dinâmicas de inserir o indivíduo no cuidado da saúde, como, por exemplo, por meio da Medicina 4Ps – Predição, Prevenção, Personalização e Participação, que contribui para um futuro mais inclusivo e sustentável”.

Isabella Wanderley, general manager da Novo Nordisk no Brasil

As mulheres e o futuro da saúde

“Acredito que a liderança feminina seja uma liderança participativa, que traz um olhar mais inclusivo para os temas em geral nas organizações, assim como para a saúde. Essa presença proporciona um ambiente mais aberto onde avanços na pesquisa clínica, na equidade de gênero, no acesso à saúde e na definição de políticas que atendam às necessidades mais abrangentes das comunidades, além do estímulo à inovação em diferentes setores, possuem espaço para trocas e co-construções. Fico muito feliz de observar o crescimento da representatividade feminina no setor de saúde, e hoje contamos com movimentos como o LeaderShe, em que líderes da indústria de saúde se comprometem com o desenvolvimento de novas lideranças femininas. Precisamos de um novo olhar, do desenvolvimento de estratégias que fogem do habitual e fortalecer um relacionamento cada vez mais humano com nossas equipes. Nessa perspectiva, as agentes de mudança fundamentais durante esse processo somos nós, mulheres. Estou consciente da importância de ser um exemplo de que é o caminho da liderança é possível para qualquer uma que deseje chegar lá. Mas meu objetivo é poder estruturar um caminho possível, mais leve e humano para as mulheres”.

Jeane Tsutsui, CEO do  Grupo Fleury

As mulheres e o futuro da saúde

“O futuro da saúde passa especialmente pela prevenção, pela ampliação do acesso e por garantir a sustentabilidade do sistema como um todo. Com o envelhecimento da população e o consequente aumento dos custos, pois as pessoas mais velhas têm mais doenças crônicas, precisamos cada vez mais conscientizar a população da importância da prevenção, bem como colaborar para que cada indivíduo tenha um acompanhamento de toda sua jornada de cuidado. Apenas desta forma vamos otimizar recursos e promover saúde e qualidade de vida para as pessoas. Neste sentido, acredito que as lideranças de forma geral precisam encabeçar movimentos para que as pessoas se previnam, tenham diagnóstico mais preciso e possam fazer o tratamento adequado. A mulher, tradicionalmente, é quem mais busca por prevenção e tratamento. Por isso, uma liderança feminina pode sempre incentivar esse olhar de cuidado, mas acredito que esse é um papel de todos os líderes. Desde que me formei em medicina e depois com minha transição de carreira para a gestão do Grupo Fleury sempre tive como objetivo cuidar das pessoas. Os desafios do setor de saúde no Brasil são imensos para as próximas décadas. Como CEO, trabalho em conjunto com meu time para que o Grupo Fleury siga avançando em sua missão de liderar a transformação da saúde“.

Lídia Abdalla, presidente do Grupo Sabin

As mulheres e o futuro da saúde

“O futuro da saúde será bastante desafiador diante da inversão da pirâmide etária, com uma população mais longeva, gerando questões ligadas ao acesso a serviços de saúde, ao aumento das doenças crônicas e oncológicas, bem como às questões de saúde mental. As mulheres são as grandes guardiãs da saúde de toda a família, possuindo um olhar mais 360 graus das necessidades e da humanização do cuidado. São elas também que, na maioria das vezes, assumem a jornada de cuidados com a saúde da família, dos filhos e parentes próximos. Mas também são elas que têm uma sobrecarga de multiatividades sobre a sua saúde física e mental. Um relatório publicado no ano passado, pela organização Women in Global Health, usou dados da Organização Mundial da Saúde para informar que apenas 25% das posições de alta liderança na área da saúde são ocupadas por mulheres. Isso, embora elas sejam 70% dos profissionais na linha de frente. Então, acredito que ampliar a participação de mulheres em posições de alta liderança e conselhos de administração seja estratégico para o setor de saúde, de modo que o futuro da saúde tenha os pacientes no centro do cuidado, de forma mais humana e inclusiva e, principalmente, mais sustentável, e também para fortalecermos uma sociedade mais justa e menos desigual”.

Lorice Scalise, presidente da Roche Farma Brasil

As mulheres e o futuro da saúde

“As  lideranças femininas desempenham um papel crucial na transformação da saúde. Como líder em uma empresa comprometida com a equidade de gênero, meu foco é criar um ambiente que valorize a diversidade e promova políticas inclusivas. Esse compromisso não se limita apenas às fronteiras da companhia, mas estende-se a outras organizações, com quem buscamos compartilhar conhecimentos e inspirar mudanças. Dessa forma, investimos em projetos que abordam lacunas no conhecimento médico e científico relacionado às mulheres, pois isso também impulsiona avanços significativos na área da saúde. Trago como exemplo um projeto pioneiro e global de Roche, chamado X Project, no qual o X representa o cromossomo feminino. É uma iniciativa criada para promover às mulheres oportunidades de acesso à informação, diagnóstico e tratamentos adequados. Como parte desse projeto, um relatório acaba de ser divulgado, trazendo a visão de 620 mulheres dos cinco continentes. Em comum, as pacientes têm histórias de dificuldade de receber diagnóstico e tratamento adequados para condições predominantemente femininas. Há diversos relatos sobre profissionais de saúde que demonstraram pouco conhecimento do problema ou tiveram uma conduta baseada em condições que acometem mais homens”.

Luciana Holtz, presidente e fundadora do Instituto Oncoguia

As mulheres e o futuro da saúde

“Líderes femininas ampliam a representatividade, trazem inovação, humanização e, acima de tudo, a garantia de priorização de um cuidado centrado e empático diante da doença. Isso vale tanto para o futuro da saúde, quanto para o presente. ⁠Meu papel hoje é garantir que o paciente com câncer saiba que suas vontades e prioridades importam. Eu e toda a equipe do Oncoguia nos comprometemos a levar e representar essas vozes de forma muito responsável e propositiva para quem precisa ouvir e agir. Vou do indivíduo ao coletivo, apoiando, aprendendo e transformando”.

Maria Claudia Villaboim Pontes, CEO da Weleda Brasil e América Latina

As mulheres e o futuro da saúde

“Uma liderança feminina autêntica traz consigo características inerentes à essência feminina, como cuidado, acolhimento, sensibilidade, colaboração e um olhar integral. Especialmente quando se trata de saúde, as mulheres compreendem que o bem-estar reverbera de dentro para fora, envolvendo não apenas o aspecto físico, mas também o estado de espírito e emocional. Saúde é, portanto, um cuidado humanizado que abrange todas as dimensões do ser. No contexto de uma empresa dedicada aos cuidados, cosméticos orgânicos certificados e medicamentos naturais antroposóficos, meu papel como líder é enfatizar e educar sobre a importância do autocuidado, da introspecção e escuta interior, do despertar da consciência e da harmonia entre nossas dimensões físicas, emocionais e espirituais. Ao cuidarmos de nós mesmos, tratamos o nosso mundo ao mesmo tempo que cuidamos do mundo ao nosso redor”.

Marlene Oliveira, fundadora e presidente do Instituto Lado a Lado pela Vida

As mulheres e o futuro da saúde

“Em primeiro lugar, nós precisamos de mais mulheres em cargos de liderança no setor da saúde. É desta forma que podemos estimular crianças, adolescentes e jovens mulheres a conhecerem e trilharem este caminho. Apenas assim, atuaremos de forma igualitária. Falando sobre a maneira que lideranças femininas podem moldar o futuro da saúde, eu acredito que as mulheres têm sensibilidade, intuição aguçada e o poder da escuta, que é importantíssimo quando falamos de saúde. Nós devemos ouvir a dor do outro – e então, transformar esta escuta em ação e reação. Como líder de uma organização da sociedade civil, meu papel é cobrar e desafiar o sistema. Minha missão é ser uma agente que agrega todo o ecossistema da saúde, para fazer com que o cidadão tenha seus direitos cumpridos e uma jornada equânime. Acima de tudo, não podemos desistir das muralhas que encontramos, que são várias. Precisamos derrubá-las uma a uma e criar pontes de interlocução – e este é o trabalho que faço de forma incansável no Instituto Lado a Lado pela Vida”.

Patricia Frossard, CEO da Philips

As mulheres e o futuro da saúde

“Há um grande movimento da Philips e meu, para levar cada vez mais mulheres para a área de tecnologia na saúde. Acredito que temos um olhar mais cuidadoso e reforçamos a relação humana entre paciente e profissional de saúde, quão necessária é essa interação de forma mais próxima e pessoal. Falamos muito sobre tratamento personalizado, e acolher é essencial para o fazermos da forma certa.  Nós também estamos mais propensas a impulsionar a diversidade em saúde, ponto crucial para desenvolvermos o setor. Hoje, os algoritmos não refletem 100% as esferas étnica-racial, de gênero, socioeconômica e cultural. Por exemplo, um grupo de pesquisadores da Universidade da Califórnia revelou que um algoritmo usado por hospitais dos EUA continha um gap racial significativo. Isso pode acontecer uma vez que você não possui equipe diversa, que acaba replicando vieses. Contudo, a equidade e inclusão devem ser princípios norteadores do uso responsável da Inteligência Artificial. Por isso, adicionalmente, também sou grande entusiasta do mix de gerações, que fomenta a inovação, a criatividade e esse olhar além do senso comum. O percentual de mulheres em cargos de liderança ainda é muito baixo, mas mudar isso depende de um duplo exercício. De um lado, o exercício da empresa de passar a colocar essas mulheres nos planos de carreira e prepará-las para que estejam prontas para assumir essas oportunidades quando surgirem. A empresa precisa proporcionar flexibilidade suficiente para que elas possam evoluir na carreira sem perder qualidade de vida. Eu acho que a pandemia acabou influenciando positivamente neste sentido, porque as empresas obrigatoriamente se tornaram mais flexíveis. Hoje não entregamos mais horário e sim objetivos. Por outro lado, tem o exercício pessoal de equilibrar a agenda”. 

Renata Campos, CEO Brasil da Eurofarma

As mulheres e o futuro da saúde

Especificamente na indústria farmacêutica, dados do Sindusfarma de 2023 mostraram que, enquanto 48% das posições de primeiro nível de liderança (Coordenação/Supervisão) são ocupadas por mulheres, apenas 32% dos cargos de alto nível, como Diretoria, Presidência e Vice-Presidência, são exercidos pelo público feminino. Todos esses dados são apenas um recorte do cenário que temos no mercado, mas claramente demonstram que há um enorme espaço para as mulheres assumirem mais posições de alta liderança. O caminho para isso está na visão diversa e inclusiva que as organizações precisam ter, entendendo que a promoção da diversidade fomenta, inclusive, um ambiente mais criativo, mais inovador e mais eficiente. Acredito que o meu papel e o de cada mulher, independentemente do segmento que atua, é o de impulsionar outras mulheres. A cultura da empresa é muito importante para criar segurança psicológica, pertencimento. Quanto mais estimuladas, valorizadas e visíveis, ganhamos mais espaço e, consequentemente, podemos transformar a realidade“.

Valda Stange, CEO da TopMed

As mulheres e o futuro da saúde

“A saúde digital tem vivenciado uma transformação sem precedentes, acelerada pela pandemia e pela evolução dos marcos regulatórios no Brasil. O futuro da saúde no Brasil é promissor, mas requer trabalho árduo, colaboração e um compromisso contínuo com a inovação responsável. Precisamos superar os desafios existentes e criar um sistema de saúde que seja acessível, eficiente e humano, onde a tecnologia serve como uma ferramenta para melhorar vidas, onde tecnologia é o meio e as pessoas são a razão. Mulheres em todo o mundo têm demonstrado, através de sua capacitação, habilidade, inteligência e liderança, que a competência transcende as barreiras de gênero, impulsionando não só o debate sobre igualdade, mas efetivamente contribuindo para a redefinição de paradigmas empresariais. O papel das atuais lideranças femininas é inspirar, encorajar mais mulheres perseguirem seus sonhos e objetivos de liderança, sabendo que seu lugar é onde elas escolhem estar, incluindo no topo das organizações”

Vera Valente, diretora-executiva da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde)

As mulheres e o futuro da saúde

“As lideranças femininas estão ajudando a moldar o futuro de todos os negócios. Temos muitos desafios na saúde no Brasil. O desafio maior de acesso, da inclusão, através de um melhor financiamento da saúde. Sou extremamente motivada a trabalhar com saúde, porque é um setor que tem muito o que se fazer. Comecei na saúde pública mas hoje trabalho no mercado privado, desde 1998, e é uma área que tem muito a construir e de grande impacto social. Penso que a expansão da presença feminina no mercado de trabalho como um todo, nos conselhos das empresas, sejam consultivos ou administrativos, é algo que vem evoluindo ainda a passos lentos, mas que é muito importante ser olhado e incentivado pela sociedade”.

Angélica Weise

Jornalista formada pela UNISC e com Mestrado em Tecnologias Educacionais em Rede pela UFSM. Antes do Futuro da Saúde, trabalhou nos portais Lunetas, Drauzio Varella e Aupa.

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NATALIA CUMINALE

Sou apaixonada por saúde e por todo o universo que cerca esse tema -- as histórias de pacientes, as descobertas científicas, os desafios para que o acesso à saúde seja possível e sustentável. Ao longo da minha carreira, me especializei em transformar a informação científica em algo acessível para todos. Busco tendências todos os dias -- em cursos internacionais, conversas com especialistas e na vida cotidiana. No Futuro da Saúde, trazemos essas análises e informações aqui no site, na newsletter, com uma curadoria semanal, no podcast, nas nossas redes sociais e com conteúdos no YouTube.

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