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Inteligência Artificial pode otimizar reprodução assistida, sugere estudo

Com o objetivo de aumentar a taxa de sucesso de gestações por reprodução assistida, estudo sugere uso de inteligência artificial para escolha dos melhores embriões.

               
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Na reprodução assistida, estima-se que apenas 20 a cada 100 procedimentos de inseminação artificial irão gerar uma gestação. Na fertilização “in vitro”, esse número pode chegar até 45%, dependendo da idade e da seleção embrionária.

Pensando nas dificuldades dessa área, um estudo aponta que o uso de inteligência artificial (IA) pode auxiliar a determinar qual embrião fertilizado in vitro apresenta mais chances de estabelecer uma gravidez. A conclusão é de uma pesquisa de mestrado, realizada no Instituto de Biociências de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (IBB-Unesp), com o apoio da FAPESP.

Além disso, a pesquisa prevê o uso de três fontes distintas no software de IA. O objetivo é estabelecer possíveis variações que ajudem a predizer o desenvolvimento da gravidez através batimento cardíaco fetal. Assim, os pesquisadores esperam que a avaliação do embrião seja mais objetiva e facilite a escolha do melhor embrião.

O estudo “Predição dos batimentos cardíacos fetais por meio de inteligência artificial e variáveis morfológicas, morfocinéticas e do paciente” foi considerado o segundo melhor trabalho do 25º Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida.

Dificuldades da reprodução assistida

A taxa de sucesso da reprodução assistida pode variar. Além da escolha do embrião, o número pode variar conforme a técnica utilizada, idade materna, qualidade do ovário, do sêmen e outros elementos.

Entretanto, ultrapassada a dificuldade de estabelecer uma gestação, a reprodução assistida pode causar morbidade materna: quadro de graves complicações, como hipertensão e diabetes gestacionais. De acordo com uma revisão de estudos nacionais e internacionais, publicada em 2007 na Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, tais reveses estão associados à ocorrência de gestações múltiplas — isto é, quando mais de um bebê é gerado.

Isso ocorre através da transferência dos embriões para o útero. Quando se transfere três, a chance de gerar gêmeos é de 25% e a de trigêmeos é de 8,3%. Entretanto, “a evolução dos meios de cultivo, estufas e estrutura dos laboratórios de reprodução humana assistida tem feito com que cada vez mais colegas da SBRA incentivem suas pacientes a transferir apenas um embrião para a cavidade uterina, com prognóstico de gravidez muito favorável e baixo risco de gemelaridade”, afirmou Alvaro Pigatto Ceschin, presidente da Associação Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA).

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