Home Inovação Insuficiência cardíaca: intervenções digitais de saúde podem ajudar a reduzir mortalidade

Insuficiência cardíaca: intervenções digitais de saúde podem ajudar a reduzir mortalidade

Pesquisadores analisaram 10 ensaios clínicos para compreender sobre o papel das intervenções digitais no desfecho clínico de pacientes com insuficiência cardíaca aguda

               
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Intervenções digitais são cada vez mais comuns no cuidado com a saúde das pessoas. Estratégias como o uso de aplicativos ou de consultas à distância têm sido usadas para pacientes com diversas doenças. Recentemente, um estudo investigou o papel das intervenções digitais de saúde direcionadas a pacientes hospitalizados por insuficiência cardíaca aguda. 

Após análise de 10 ensaios clínicos, que juntos incluíram 7.204 pacientes ao longo de cerca de 15 meses e meio, os pesquisadores concluíram que as intervenções digitais de saúde melhoraram o desfecho clínico dos pacientes – quando comparado ao tratamento padrão.

A conclusão em números

Os resultados publicados na revista International Journal of Cardiology indicam que a taxa geral de mortalidade foi de 10,2% com os cuidados habituais, para 8,5% com as abordagens digitais. Além disso, a taxa de mortalidade cardiovascular foi 20% menor.

No que se refere às hospitalizações, enquanto os métodos tradicionais passaram 3,06 dias nos hospitais, os pacientes que utilizam as intervenções digitais viram esse tempo ser reduzido para 1,77 dias. Por outro lado, o número de admissões não apresentou diferença considerável entre os métodos, seja por insuficiência cardíaca ou outras causas.

Entre as possíveis intervenções digitais, foram consideradas: a telemedicina, dispositivos de monitoramento, aplicativos, troca de mensagens e outras baseadas na Internet. A mais utilizada foi o telemonitoramento remoto, realizado através de transmissão automática ou telefônica. Em seguida, destacou-se também as consultas virtuais da telessaúde.

As intervenções digitais de saúde e seus obstáculos

Em geral, os pesquisadores observaram que os pacientes ainda não possuem orientação clínica adequada sobre o uso de intervenções digitais de saúde no tratamento da insuficiência cardíaca. Dessa forma, os cientistas entendem que os resultados devem ajudar a tranquilizar médicos e pacientes com insuficiência cardíaca sobre o uso dessas ferramentas após a hospitalização.

Ademais, “a redução na mortalidade por todas as causas e mortalidade cardiovascular se deve ao monitoramento mais próximo pelos médicos, o que aumenta a adesão do paciente aos medicamentos, mudanças no estilo de vida e telereabilitação”, finalizaram os autores.

Por outro lado, ainda existem obstáculos para o uso generalizado dessas abordagens, como: a falta de incentivo, falta de alfabetização digital dos pacientes, resistência dos médicos, barreiras técnicas, questões de privacidade e segurança de dados, entre outros.

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