Hospital utiliza Inteligência Artificial para reduzir sessões de radioterapia

Segundo Hospital A.C Camargo, novas tecnologias adquiridas pela instituição podem reduzir em até 80% a quantidade de sessões de radioterapia para tratar o câncer

               
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O Hospital A.C. Camargo Cancer Center anunciou neste mês a chegada de novas tecnologias para radioterapia, que devem reduzir em 80% a quantidade de sessões. O centro de oncologia irá contar com recursos à base de inteligência artificial, que permite maior velocidade no tratamento contra o câncer, além de ser mais seguro e preciso. Segundo a instituição, o sistema deve ajudar também a equipe médica, por oferecer monitoramento e um planejamento idealizado para cada paciente.

Uma das primeiras novidades é o Acelerador Linear, utilizado na irradiação de tumores e que agora poderá trabalhar com maior precisão e, consequentemente, doses mais altas. A técnica nomeada como hipofracionamento, consiste em um método para casos de câncer na mama, pulmão, próstata e tumores intracranianos. Em geral, as sessões que poderiam exigir até 30 aplicações, devem ser reduzida para um total de 5, a partir do uso da tecnologia Elekta Versa HD.

A segunda inovação apresentada pela Elekta é o Monaco, que tem como objetivo ser um tratamento radioterápico personalizado ao permitir maior compreensão da equipe médica de como é a biologia de cada paciente. O A.C Camargo conta que, com este recurso, há um nível maior de precisão independente do tecido, das densidades e velocidades, uma variação vista com frequência nos tumores intracranianos. O equipamento também é uma forma de preservar o cérebro por aplicar doses mais baixas enquanto limita possíveis efeitos colaterais (como problemas cognitivos).

O hospital apresenta também o Active Breathing Coordinator (ABC), usado no tratamento contra o câncer de mama. O centro oncológico explica que, o procedimento na mama esquerda exige mais cuidado por se tratar de uma área delicada, devido a proximidade com uma das paredes do coração. O recurso ABC age com mais precisão, indo diretamente na área onde está o tumor e assim, diminui o risco de atingir o restante do órgão, o que poderia causar problemas cardíacos posteriormente.

Entre as tecnologias, há ainda o Symmetry, recurso responsável pela captura de imagens dos órgãos no momento em que estão trabalhando, como o pulmão durante a respiração. O equipamento realiza cálculos para fornecer dados em quatro dimensões (4D), o que permite compreender a localização do pulmão durante o ciclo respiratório e assim chegar a uma posição média para iniciar o tratamento. Outra possibilidade desta tecnologia é a distribuição de dose simétrica.

“Os pacientes com câncer têm a imunidade comprometida e têm receio de ir a clínicas e hospitais. Reduzindo o número de sessões, o tratamento é mais confortável e eles ficam menos expostos”, explicou Deborah Telesio, vice-presidente da Elekta para a América do Sul.

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