Healthtech: o que as grandes empresas de saúde podem aprender com as startups da área

Transformação digital na saúde está cada vez maior e só traz vantagens para a população.

65
healthtech

Startups podem ser definidas como empresas jovens com modelo de negócio escalável e replicável. Ou seja, com produtos ou serviços que sejam facilmente reproduzidos e atinjam um grande número de usuários sem que os custos aumentem na mesma proporção. Nesse mercado, as healthtechs, ou startups de saúde, se destacam por reunir esses atributos e ainda salvar vidas. Assim, uma empresa tradicional da área pode aprender muito com uma healthtech.

Em tradução ao pé da letra, healthtech significa “tecnologia de saúde”. E é esse o foco dessas empresas. Uma healthtech une tecnologias e alguns avanços na área da saúde para melhorar ainda mais o atendimento dos pacientes e toda a cadeia do setor. 

As healthtechs não se propagaram somente aqui no Brasil, mas no mundo todo. Conquistaram e continuam conquistando todo tipo de público, desde o estudante até o empresário empreendedor. E o que é criado e desenvolvido muitas vezes tem a capacidade de gerar impacto mundialmente.

Mercado brasileiro de healthtechs e áreas de desenvolvimento

healthtech

As startups da área costumam se concentrar em prevenção, diagnóstico ou tratamento. Uma healthtech pode investir em uma tecnologia que melhore o atendimento do paciente ou em algo que auxilie na formação de médicos e outros profissionais. Pode ainda focar em ajudar em um diagnóstico específico através de inteligência artificial ou investir na área de saúde mental. O campo de atuação é grande (clique aqui para ver cinco healthtechs para ficar de olho em 2021). 

Segundo os dados da Distrito Healthtech Report 2020, as healthtechs brasileiras são mais voltadas para:

  • Gestão e prontuários eletrônicos: plataformas e programas que permitem a melhoria de hospitais, laboratórios e clínicas;
  • Acesso à informação: tecnologias para possibilitar o acesso das pessoas à informação na área da saúde.
  • Marketplace: serviços próprios ou terceirizados relacionados à saúde;
  • Telemedicina: tecnologias para atendimento, monitoramento e diagnóstico dos pacientes a distância;
  • Farmacêutica e diagnóstica: recursos pertinentes a novas formas de atuação da medicina farmacêutica e diagnóstica.

Podem usar tecnologias diversas, como: soluções na área da saúde que utilizam recursos da Inteligência Artificial e softwares como Big Data para melhorar a precisão dos exames; os Wearables e a Internet das Coisas, que reúnem diversas tecnologias com dispositivos inteligentes que podem coletar e transmitir dados pela internet; e os Medical Devices, que englobam dispositivos que os médicos usam para realizar prevenção, diagnósticos e tratamento de doenças.

healthtech

O que as grandes empresas de saúde podem aprender com as healthtechs

As healthtechs têm muito a ensinar a outras empresas e instituições de saúde. Alguns exemplos:

  • Investimento em velocidade: resultados de exames de forma mais rápida fazem muita diferença para um paciente, principalmente quando seu caso é grave. As healthtechs são ágeis e levam isso como lema. Estão sempre buscando soluções que priorizem a rapidez, levando a necessidade do paciente muito a sério. Uma startup do Paraná é um bom exemplo desse investimento. A HiLab, especializada em criar kits laboratoriais com resultados rápidos, conseguiu criar logo no início da pandemia um laboratório portátil capaz de realizar testes de identificação de infecção pelo novo coronavírus com resultados em minutos.
  • Foco nos custos: uma healthtech costuma focar sempre na implementação de tecnologias aliadas à redução de custos. A inteligência artificial colabora muito nesse aspecto, pois ela ajuda na criação de processos, descobre inabilidades e as corrige, bem como também estimula as pessoas a terem mais cuidados relacionados à prevenção.
  • Avaliação das necessidades do público: as healthtechs também têm como objetivo cuidar de áreas essenciais que não recebem atenção total de outras empresas. Assim, criam soluções inovadoras e diferenciadas, como plataformas, aplicativos e outros programas de atendimento médico, que resolvem problemas rapidamente e superam as expectativas das pessoas. Softwares analíticos também são um ótimo exemplo de solução. De forma ágil, conseguem sugerir estratégias para evitar futuras complicações.

Tendências para o mercado brasileiro de healthtech

A transformação digital na saúde está cada vez maior e só traz vantagens para a população. As decisões ficam mais velozes e muito mais precisas. Temos cinco tendências para o mercado brasileiro de healthtech:

Telemedicina

healthtech

No ramo da saúde, as teleconsultas estão se destacando cada vez mais. Enquanto antes havia um certo preconceito e até uma resistência em utilizar esse serviço, depois da pandemia isso se tornou frequente e pode-se dizer que muitas vezes tão importante e eficiente quanto as consultas presenciais. 

A regulamentação da telemedicina ainda não foi feita de forma permanente, mas no meio de tantos debates e discussões, o panorama é de que ela esteja prestes a acontecer. Ela traz não somente conforto para o paciente, mas segurança, agilidade e facilidade também.

Aplicativos

A Internet das Coisas é um bom exemplo de que estamos sempre conectados. Estar conectado já não é mais quase nem uma opção de vida, mas uma condição para termos conforto e praticidade. Existem plataformas, programas e aplicativos para os mais variados tipos de gostos e necessidades do ser humano. 

Consequentemente, criar um aplicativo com foco na saúde e no bem estar das pessoas acaba se tornando uma tendência. Aplicativos que induzem as pessoas a beberem mais água, a caminharem, controlarem o sono e melhorarem a alimentação, ganham cada vez mais destaque. Isso ocorre porque a sua versatilidade, praticidade e personalização sempre induzem mesmo as pessoas menos motivadas a buscarem soluções que incentivem a saúde e bons hábitos de vida.

Realidade aumentada e virtual para treinamento profissional

healthtech

Cuidar da saúde de um paciente não é algo fácil. O profissional precisa ter experiência e empatia, e uma das formas é se colocando no lugar do paciente. Para atingir esse nível da forma mais realista possível e sem arriscar nenhuma vida, muitos estabelecimentos, como universidades, estão utilizando a realidade virtual com seus alunos. Isso facilita muito o futuro contexto de gravidade de um paciente, pois o profissional já estará preparado e com uma boa experiência, com base nos treinamentos. Por isso, healthtechs focadas nesta área também tendem a crescer.

Inteligência Artificial e o uso de dados

O trabalho sempre fica muito mais automático e dinâmico com a implementação da Inteligência Artificial (IA). Na área da saúde, isso possibilita que os médicos fiquem ainda mais focados nos resultados, pois as IAs têm a possibilidade de armazenar as informações através de softwares como o Big Data e Machine Learning. Esses programas, além de cruzar os dados, trazem resultados e soluções essenciais para ajudar os profissionais da saúde a dar o laudo dos exames e direcionar os tratamentos. Assim, há muito campo para ser explorado pelas healthtechs.

Digitalização e armazenamento de dados na nuvem

Hoje em dia, a maior parte das coisas é digitalizada. Escrever ou registrar algo em papel está ficando parcialmente obsoleto. Muitos programas gerenciam informações e as armazenam na nuvem. Assim, a segurança dos dados e a agilidade para armazená-los favorece não somente a praticidade, como também os custos dos processos. Muitas healthtechs já investem nisso, e a tendência é que esse setor cresça cada vez mais.

Futuro da Saúde

Por fim, gostou deste artigo sobre mercado de healthtech? Então, aqui no site do Futuro da Saúde, você encontra mais conteúdos gratuitos sobre saúde, negócios, inovação e gestão. Nos acompanhe também no Instagram e Youtube e confira o Instagram da nossa diretora, a jornalista Natalia Cuminale.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor insira seu comentário!
Digite seu nome aqui