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Painel na Hospitalar expõe a relação de fatores sociais com a saúde e o desenvolvimento econômico

Debate promovido pelo IQG na Hospitalar 2022 apontou a necessidade de investir na melhoria de fatores sociais para a saúde evoluir

               
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Nas discussões recentes sobre tendências de saúde é comum o foco estar em inovação, tecnologia, novos modelos de remuneração e utilização de dados, apenas para citar alguns. Mas saúde é um campo muito mais complexo. Envolve uma série de fatores sociais, como educação, saneamento básico e equidade, que melhoram a qualidade de vida de uma forma geral e impactam até mesmo a produtividade e o desempenho econômico de um país.

Este foi o cenário de fundo do painel “Lideranças Femininas. Desafios da Saúde na Sustentabilidade da Sociedade 5.0. A visão das mulheres para transformar a saúde o bem-estar das pessoas”, realizado hoje na Feira Hospitalar 2022, em São Paulo, SP. O objetivo era exatamente o de discutir a saúde como um tema transversal para a sociedade, da rede privada até a voz da periferia, sob o olhar de lideranças femininas de diversas áreas.

O encontro foi promovido pelo Instituto Qualisa de Gestão (IQG) e contou com as participações Alessandra Karine, vice-presidente para o setor público, educação e saúde e líder de diversidade e inclusão na Microsoft Brasil, Ana Cristina Limongi França, coordenadora da Fundação Instituto de Administração (FIA), Lídia Abdalla, presidente executiva do Grupo Sabin Medicina Diagnóstica, e Mara Machado, CEO do IQG. A mediação ficou à cargo de Natalia Cuminale, CEO e diretora de conteúdo do Futuro da Saúde.

Educação e equidade como fatores sociais

Em seu discurso de abertura, a CEO do IQG pontuou que o conceito de “Sociedade 5.0 propõe utilizar as inovações técnicas e científicas e humanizá-las para o bem comum e não apenas para fins industriais, econômicos ou corporativos. Isso significa desenvolver tecnologias que realmente melhorem a qualidade de vida das pessoas”. Ela lembrou também que “aumento dos investimentos em saúde aumenta a produtividade do capital humano, contribuindo positivamente para o crescimento econômico”.

A educação também tem um papel crucial na saúde. Segundo Mara Machado, “existem inúmeros relatos de associações consistentes e significativas entre escolaridade formal e resultados e riscos individuais de saúde, como mortalidade, tabagismo, abuso de drogas e acidentes, bem como a contração de muitas doenças. A grande maioria desses relatórios conclui que indivíduos com maior escolaridade são mais saudáveis e vivem mais”.

A executiva destacou também a questão da equidade: “Tornar a equidade em saúde uma prioridade estratégica imediata é uma pré-condição para o sucesso a longo prazo. Equidade em saúde significa aumentar as oportunidades para que todos vivam a vida mais saudável possível, não importa quem somos, onde moramos ou quanto dinheiro ganhamos”.

Para Natalia Cuminale, do Futuro da Saúde, “a mesa foi muito interessante porque trouxe diferentes pontos de vista para debater a saúde com um olhar diferente do que estamos acostumados a ver no setor. Temos o costume de olhar para tecnologia e inovação, mas pouco se fala do que permeia a saúde, como educação e saneamento básico. Pensar em inclusão e dar voz a lideranças femininas tem um papel fundamental neste contexto”.

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