Farmacêuticas estudam a eficácia das vacinas em crianças

Farmacêuticas Pfizer, Moderna e AstraZeneca começam a estudar segurança e eficácia de suas vacinas em crianças e adolescentes. Acompanhe como está o andamento das pesquisas nos mais jovens

               
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Na sexta-feira (12), a Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca informaram ter iniciado os ensaios clínicos para descobrir se suas vacinas são seguras e eficazes para menores de 18 anos — que ainda não puderam ser vacinados justamente devido à falta de testes. 

Em dezembro de 2020, as farmacêuticas Pfizer e Moderna também começaram os primeiros processos para analisar a vacina nos mais novos. Até então, poucos laboratórios haviam se pronunciado sobre essa questão, eis o que se sabe:

No caso da Universidade de Oxford, que trabalha em conjunto com a farmacêutica AstraZeneca, serão selecionados 300 jovens de 6 a 17 anos para os testes. Previsto para começar em fevereiro, 240 dos voluntários receberão a vacina normal, enquanto o restante deverá receber uma vacina contra meningite, que é segura e apresenta efeitos colaterais similares, como dor no braço. 

Já a farmacêutica Pfizer foi a que mais avançou na pesquisa com a faixa etária mais jovem até agora. A expectativa é começar a vacinar as crianças e adolescentes em setembro de 2021. O estudo será realizado com 2000 participantes, que correspondem ao público de 12 a 15 anos de idade — nos Estados Unidos, a idade mínima para tomar vacina é de 16 anos. O objetivo é analisar os resultados nos adolescentes e ir para outras idades depois.

Enquanto isso, a Moderna começou as aplicações para a pesquisa em dezembro, em jovens de 12 aos 18 anos de idade. Contudo, conseguiram apenas 800 participantes dos 3000 que pretendiam analisar. O número insuficiente de voluntários tem atrasado o andamento dos estudos da farmacêutica. Se os resultados forem positivos, a expectativa é vacinar os mais jovens ainda esse ano. A dosagem será a mesma que a dos adultos.

Por que é importante vacinar os mais jovens?

Os jovens não são o grande alvo da Covid-19, mas isso não quer dizer que eles não estejam sendo afetados pela pandemia. Vacinar crianças e adolescentes pode ajudar a controlar as transmissões e mutações do vírus, além de trazer mais segurança na hora de retomar as atividades como volta às aulas.

A paralisação do ensino presencial tem sido um problema para as crianças, as famílias e apontado como desafio para os educadores.

Muitos pais e responsáveis dependem do tempo das crianças na escola para poder trabalhar. Estando em casa, precisam dividir a atenção e o tempo de trabalho com as demandas das crianças, que também podem sentir dificuldades para aprender e se concentrar nos estudos a partir de uma tela. A jornada dupla também pode acarretar problemas no trabalho e na saúde mental dos envolvidos.

Além disso, muitos estudantes tiveram seus estudos totalmente paralisados, devido a falta de estrutura para o aprendizado remoto. Essa pausa prolongada nos estudos pode gerar fortes problemas na vida escolar, seja pelo atraso no currículo ou até no desenvolvimento cognitivo.

Com a vacinação disponível, o medo de transmissão e de contágio também seria reduzido. Embora o risco dos jovens ficarem doentes seja menor, a possibilidade de contrair coronavírus existe. Em novembro de 2020, a cidade de São Paulo apresentou 50 casos de Covid-19 em crianças, o dobro do que foi detectado em outubro. Contudo, a infecção costuma apresentar sintomas leves nos mais novos.

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