Exoesqueleto robótico auxilia pacientes com esclerose múltipla

Estudos anteriores demonstram que exercícios como a caminhada, são benéficos para a reabilitação e são eficazes no controle de sintomas. Contudo, nem sempre o mesmo resultado é visto nas pessoas com esclerose múltipla com limitações avançadas. Neste estudo, a tecnologia desenvolvida foi capaz de gerar a quantidade de esforço físico que as pessoas desta condição precisam para ver melhoras através da prática de exercícios.

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A Fundação Kessler, nos Estados Unidos, desenvolveu o REAER, um exoesqueleto robótico que pode ser uma alternativa para auxiliar pessoas com esclerose múltipla, cujo quadro clínico pode afetar a capacidade de locomoção. O estudo foi publicado na Multiple Sclerosis and Related Disorders e mostrou a tecnologia como uma forma eficaz e promissora de intervenção para aumentar a qualidade de vida das pessoas com esta doença.

A esclerose múltipla é uma doença crônica e progressiva em que o sistema imunológico passa a atacar a capa protetora dos nervos, fazendo com que as pessoas atingidas por essa condição tenham a mobilidade e cognição afetada. O maior objetivo dos pesquisadores com a nova tecnologia é auxiliar aqueles que estão com uma deficiência neurológica significativa associada à doença.

FUNDAÇÃO KESSLER / JODY BANKS

O primeiro ensaio-piloto randomizado do estudo contou com 10 participantes cujo quadro da doença já causava uma deficiência expressiva com falta de coordenação e força muscular. Os exoesqueletos robóticos foram utilizados como uma forma de praticar exercícios de reabilitação, em que o paciente caminha com o auxílio de um terapeuta.

Quando comparado à fisioterapia convencional, o robô permitiu que os participantes caminhassem de forma que atendesse à grande demanda neurofisiológica necessária para realizar adaptações que levassem à melhoria da cognição e da mobilidade. Os efeitos no cérebro foram avaliados através de ressonâncias magnéticas.

Após compararem por quatro semanas o desempenho do REAER e do tratamento tradicional, os cientistas observaram que a tecnologia desenvolvida fez os pacientes apresentarem melhora na mobilidade e resistência ao caminhar, além da velocidade do processamento cognitivo e da conectividade do cérebro.

Apesar do tempo ser curto para um estudo onde há treinamento de exercícios, os pesquisadores defendem que as melhorias vistas nesse período demonstram o potencial da tecnologia e que há um caminho para mudar como se trata esclerose múltipla. Para o futuro, desejam realizar um estudo maior para aprofundar o conhecimento sobre esses efeitos.

Estudos anteriores demonstram que exercícios como caminhar são benéficos para a reabilitação e eficazes no controle de sintomas. Contudo, nem sempre o mesmo resultado é visto nas pessoas com esclerose múltipla com limitações avançadas. Portanto, a abordagem do novo robô é a promessa para resolver essa questão.

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