Exame de sangue poderá facilitar o diagnóstico de transtornos mentais

A descoberta da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, indica que 26 marcadores biológicos irão permitir que diagnósticos de transtornos mentais sejam mais precisos, medindo também a gravidade de cada quadro clínico e possibilitando a criação de tratamentos personalizados.

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Pesquisadores identificaram marcadores biológicos capazes de permitir o diagnóstico de transtornos mentais por meio de exames de sangue. É o que sugere o segundo estudo publicado na revista Nature Molecular Psychiatry. A descoberta dos cientistas da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, pode ajudar a rastrear sinais da doença de Alzheimer, transtorno de estresse pós-traumático, dor e risco de suicídio.

Os marcadores biológicos podem permitir que os profissionais de saúde mental tenham mais precisão nos diagnósticos e tratamentos de transtornos mentais. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 450 milhões de pessoas em todo o mundo possuem transtornos mentais, problemas que correspondem a quatro das dez principais causas de incapacitação.

Dos 26 biomarcadores identificados, 12 são referentes a depressão e bipolaridade e um é referente a quadros de mania. Além de identificar o tipo de transtorno, os biomarcardores podem ajudar a medir o risco de desenvolver quadros graves de depressão e transtorno bipolar.

Os pesquisadores descobriram também que os transtornos mentais ligados ao humor estão relacionados a genes do relógio circadiano, ou seja, os genes responsáveis por funções biológicas que são influenciadas por variações de luz, temperatura, entre outros fatores. Portanto, a descoberta também justifica porque alguns pacientes com transtornos de humor pioram com a mudança de estações e têm alterações na qualidade do sono.

“Os marcadores biológicos sanguíneos estão surgindo como ferramentas importantes em distúrbios em que o autorrelato subjetivo de um indivíduo (quando um paciente descreve sua situação mental) ou a impressão clínica de um profissional de saúde nem sempre são confiáveis. Esses exames de sangue podem abrir portas para uma correspondência precisa e personalizada com medicamentos, e monitoramento objetivo da resposta ao tratamento” disse o médico e professor da Escola de Medicina da Universidade de Indiana, Alexander B. Niculescu, que foi líder do estudo, para o EurekAlert.

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