Especial 5G: impactos e desafios da nova tecnologia na área da saúde

Para entender o que vem por aí, Futuro da Saúde preparou uma reportagem especial em que ouviu alguns profissionais que já estão se dedicando a esse futuro.

               
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tecnologia 5g na saúde

A partir do próximo ano, a tecnologia 5G já deverá estar disponível nas capitais brasileiras. Essa nova realidade deve trazer impactos positivos para o setor da saúde. A principal mudança esperada é que a conectividade diminua fronteiras e amplie o acesso às pessoas que estão afastadas dos grandes centros. Há ainda a expectativa de um cenário futurista, com monitoramento remoto constante de pacientes e a possibilidade de cirurgias a distância com a ajuda de robôs, graças à alta velocidade de rede e à baixa latência proporcionadas pela nova tecnologia. 

“Com o 5G, muda dramaticamente o jeito como a gente pensa saúde hoje. Além da enorme capacidade e velocidade, vai haver a possibilidade de uma interconectividade muito grande. Claro que a gente vai ter um gap de tempo para que isso aconteça, mas no Brasil vai ampliar o acesso para aquelas pessoas que hoje já dispõem de algum acesso e ainda vai possibilitar a entrada dos cuidados continuados de saúde para populações carentes desse tipo de serviço ou que estejam em regiões mais distantes”, avalia o presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para a Saúde, Fernando Silveira Filho.

Entretanto, ainda há um longo caminho a ser percorrido, que esbarra em questões culturais, de problemas de infraestrutura do país, além de desafios regulatórios e legislativos. “Temos uma jornada pela frente. O 5G vai modificar a vida de todo mundo, vai ser revolucionário sim, mas não vai ser algo imediato”, diz Walban Damasceno, diretor de relações governamentais para a América Latina na multinacional Thermo Fisher Scientific.

Para entender o que vem por aí, Futuro da Saúde preparou uma reportagem especial em que ouviu alguns profissionais que já estão se dedicando a esse futuro. Nesta reportagem, eis os principais aspectos dessa transformação:

Entendendo o 5G

tecnologia 5g na saúde

O 5G é um novo padrão de rede sem fio depois das redes 1G, 2G, 3G e 4G. A tecnologia foi projetada para ser capaz de transportar uma grande quantidade de dados com muito mais rapidez, conectar de forma confiável um maior número de dispositivos e processar volumes muito altos de dados com o mínimo de atraso. Todos esses avanços devem trazer diversos benefícios para a área da saúde. 

Entre as vantagens do 5G que podem ser mais benéficas para a saúde, está a alta velocidade de conexão. Ela pode chegar a ser cerca de 100 vezes maior na comparação com o 4G, podendo alcançar entre 1 e 10 Gbps (gigabits por segundo, o que significa um bilhão de bits por segundo).

Outro grande ponto a favor é a menor latência. A palavra diz respeito ao tempo que leva para um sinal ou pacote de dados enviado chegar até o seu destino. Ou seja, é o famoso “delay”. Enquanto no 4G o tempo de resposta costuma ficar entre 50 e 70 milissegundos, no 5G poderá ficar entre 1 e 5 milissegundos.

O sonho das cirurgias remotas

Na área médica, esse menor tempo de latência pode significar a possibilidade de intervenções cirúrgicas robóticas de forma remota praticamente em tempo real. Assim, um médico especialista poderia realizar uma cirurgia mesmo estando a milhares de quilômetros de distância.

Vale explicar que as técnicas de cirurgias robóticas têm sido cada vez mais utilizadas nos hospitais. Essas operações costumam ser feitas com pequenas incisões e usando microcâmeras, através de um robô. O cirurgião fica em uma unidade de controle vendo a área de operação por uma tela e controlando o robô. Essa conexão frequentemente se dá pelo uso de cabos, o que obriga o médico a estar próximo à sala de cirurgia. 

Assim, a baixíssima latência do 5G pode fazer com que se rompa a barreira imposta pelos cabos. E é exatamente isso que permitirá que o cirurgião possa fazer a intervenção estando em qualquer lugar do mundo. 

Entretanto, cirurgias remotas de maior complexidade não devem ocorrer tão cedo em larga escala no Brasil. Isso porque não basta a tecnologia estar disponível. É necessário haver segurança para realizar os procedimentos. 

“Para você fazer uma intervenção, além da velocidade e da baixa latência, você tem que ter a estabilidade e a contingência. Então, deve-se começar por intervenções simples, para depois avançar para intervenções mais complexas. Seria inadmissível alguém ter uma consequência ou uma morte em decorrência de uma flutuação na banda. Isso não pode”, defende o médico e professor Chao Lung Wen, que atua na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

O impacto do 5G na telemedicina e monitoramento remoto

Para outras áreas da telemedicina, no entanto, as mudanças com o 5G devem ocorrer de forma mais rápida. Chao diz que a fusão entre a medicina e a telemedicina criará o que ele chama de medicina conectada. Assim, o termo não diz respeito a uma medicina a distância, mas a uma medicina sem distância. Ou seja, será possível que a continuidade dos cuidados do paciente ocorra independente do local onde eles estejam. Ao mesmo tempo, poderá ser individual e personalizada. 

“Por causa do 5G, nós abrimos a fronteira para a saúde distribuída em domicílio. A Covid-19 nos mostrou que o hospital não obrigatoriamente é o local mais seguro. O hospital é uma infraestrutura para situações específicas e situações complexas. E aí vamos trabalhar com saúde distribuída, tele home care e cuidado em recuperação em domicílio, que pode ser uma recuperação mais humanizada”, diz.

O 5G também deverá permitir muito mais interatividade nas teleconsultas, segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (Abimo), Franco Pallamolla. Os vídeos deverão ter mais qualidade e um tempo de resposta menor, evitando ruídos na comunicação. Além disso, o monitoramento de sinais vitais poderá ser feito quase em tempo real. 

“As áreas de monitoramento remoto baseadas em telemetria, temperatura, frequências cardíaca e respiratória, saturação, pressão arterial, ou seja, parâmetros vitais, passam a ser praticamente em tempo real. Assim, o paciente vai estar num determinado local e o médico pode estar a milhares de quilômetros, não importa, mas ele vai estar enxergando essas telemetrias quase que no mesmo instante que está ocorrendo ao lado do paciente. Então, a sensação de proximidade é muito grande”, diz Pallamolla. 

”Quando se fala de tecnologia 5G, já se está falando da aplicação prática daquilo que se chama de internet do corpo”, completa Silveira Filho.

Hiperconectividade

Outra grande vantagem da nova tecnologia é a hiperconectividade. Apesar do 5G necessitar de mais antenas do que o 4G para espalhar o sinal, as redes de 5G são mais densas. Assim, podem garantir até um milhão de dispositivos conectados por quilômetro quadrado. Isso, atrelado ao aumento de velocidade da conexão e o desenvolvimento cada vez maior da Internet das Coisas, deve propiciar à área médica uma evolução do monitoramento remoto de pacientes.

“O 5G, pela sua hiperconectividade e velocidade, pode nos ajudar a ter um robô de acompanhamento domiciliar. A hiperconectividade contribuirá para as moradias inteligentes, conectadas e saudáveis”, explica Chao.

Wearables e dispositivos de monitoramento de saúde

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O monitoramento remoto pode ocorrer ainda através de wearables. São dispositivos vestíveis capazes de coletar diversos sinais e informações do organismo. O professor avalia que eles ainda têm muito a evoluir.

“Na década de 1970, medir pressão arterial era um ato médico. Depois foi evoluindo para algo da enfermagem, para a farmácia, e hoje você compra um aparelho digital. A tecnologia evoluiu ao ponto em que as pessoas podem fazer sozinhas. Assim serão os wearables. Com a interconexão e a inteligência artificial, eles vão sair para um outro patamar que vai permitir autocuidados mais efetivos. E o médico tem que ser mais do que esse autocuidado. Tem que garantir que você tenha a segurança em relação a esses autocuidados”, defende Chao.

Empresas de tecnologia de olho na saúde

Já se pode observar um crescimento de iniciativas na área de monitoramento de saúde. De acordo com um relatório da CB Insights, até mesmo as maiores empresas de tecnologia do mundo têm investido em produtos que podem ser utilizados como dispositivos médicos. 

A Apple anunciou recentemente diversas atualizações para seu aplicativo de saúde. Com elas, os pacientes deverão analisar tendências para uma gama mais ampla de dados pessoais de saúde. Também poderão compartilhá-los com médicos, familiares e amigos. Já o Google lançou o Derm Assist, um aplicativo para smartphone alimentado por inteligência artificial que ajuda dermatologistas a diagnosticarem doenças de pele. Ainda está em progresso pela empresa uma iniciativa de registros de saúde voltados para o consumidor. 

Parcerias também estão sendo realizadas na área. A Microsoft se juntou a uma startup de cirurgia robótica em testes de armazenamento de dados de saúde. A Amazon, por sua vez, assinou acordos com várias empresas para o Amazon Care, um serviço de saúde sob demanda, e lançou o AmazonDx.com, um serviço de testes para diagnosticar Covid-19.

Idosos beneficiados

Essas e outras iniciativas devem ser ainda mais alavancadas nos próximos anos. A evolução do monitoramento remoto e da telemedicina deve beneficiar principalmente as pessoas mais idosas.

Chao lembra que, em 2030, o Brasil será um dos países mais velhos do mundo, com mais idosos que crianças. A internet 5G deve alcançar todos os municípios brasileiros até dezembro de 2029. Assim, a nova tecnologia poderá auxiliar no cuidado dessas pessoas. 

“O 5G tem que estar como parte integrante da estratégia de saúde social dentro da realidade do envelhecimento para melhorar a qualidade de vida, redução de riscos de agravo, que é a promoção de saúde, redução de dependência. Se nós não usarmos o 5G como uma proposta estratégica, nós estaremos na verdade desperdiçando as oportunidades”, avalia o professor.

Indústria brasileira preparada para o 5G?

Mas será que a indústria brasileira de dispositivos médicos e de produtos para saúde está preparada para lidar com 5G? A resposta é sim, segundo os líderes das duas principais entidades ligadas ao setor.

“A indústria de alta tecnologia de produtos para saúde tem já no DNA um ciclo de inovação incremental muito curto. Mais ou menos a cada 18 meses alguma coisa já foi incorporada, mudada, ajustada. Então, nós imaginamos que a indústria hoje já está capacitada a embarcar no 5G. Acho que não é tanto a questão se a indústria está pronta ou não. É mais como vai ser a cobertura, a amplitude e de que forma isso vai se dar nos diversos segmentos da saúde”, explica o presidente executivo da Abimed, Fernando Silveira Filho.

O presidente da Abimo, Franco Pallamolla, também garante que a indústria brasileira está se adaptando às novas tecnologias. “A tecnologia não espera, ela avança muito rápido. Então, essa onda do 5G vai propiciar um novo desenvolvimento na indústria de dispositivos médicos”, prevê. 

Ele lembra que, durante a pandemia, houve um aumento no número de healthtechs no Brasil. De acordo com relatório divulgado em setembro de 2021 pela plataforma Sling Hub, o país abriga 79% das startups de saúde da América Latina. Naquele mês, já havia 1037 healthtechs atuando no país. Muitas delas são na área de dispositivos médicos, sobretudo dispositivos inteligentes e com conectividade. 

Para Pallamolla, o 5G também vai aumentar a eficiência do sistema nos hospitais. Com mais cuidado na prática com os pacientes, deverá ser possível antever situações de risco para os indivíduos, a partir da análise de dados que os múltiplos dispositivos vão poder estar captando.

Oportunidades e desafios 

Para Silveira Filho, o 5G pode ser visto não como uma nova tecnologia, mas como o veículo para o trabalho integrado entre todas as outras tecnologias existentes, através de inteligência artificial e mecanismos disponíveis que podem fazer um salto qualitativo, no sentido de ter acompanhamento preditivo. ”A grande vantagem é a capacidade de mesclar toda essa interconectividade de tecnologias já existentes numa velocidade e numa capacidade realmente muito altas”, afirma. 

Entretanto, junto às oportunidades possibilitadas e aceleradas pelo 5G, surgem diversos desafios. Por isso, Walban Damasceno diz que todo o setor de saúde brasileiro vai precisar estar muito engajado e unido nas discussões. Dessa forma, o setor privado poderia “adiantar” algumas questões, para que a discussão esteja melhor preparada quando chegar ao setor público e possa avançar de forma mais rápida.

“Quando a gente fala do 5G e de todas as soluções, do ponto de vista teórico, da ideia, ele é muito legal e muito bom. Porém, quando a gente aterrissar no mundo prático, vamos ter algumas dificuldades. E aí entra o papel dentro das empresas, dentro da sociedade, das relações governamentais, das discussões institucionais, da discussão como sociedade, para que cada um coloque seu ponto, seja ouvido e a gente possa encontrar qual que é o modelo para a realidade brasileira. É um desafio”, afirma Damasceno.

Dados

Entrevista com Carlos Marinelli, CEO do Fleury, 5g

Um dos desafios está relacionado à quantidade de dados gerados. Isso deverá ocorrer devido ao aumento do uso de dispositivos médicos para monitoramento de pacientes, seja ele feito de forma remota ou presencial em hospitais e clínicas. Desse modo, como seria humanamente impossível interpretar todos esses dados, será preciso desenvolver sistemas e algoritmos capazes de processá-los e encontrar correlações. 

“A quantidade de dados disponíveis sobre uma determinada pessoa vai crescer exponencialmente. E quando se jogar esses dados ou eles puderem ser trabalhados sobretudo através de sistemas de inteligência artificial, predições, haverá um avanço muito importante até na própria atenção básica”, comemora Pallamolla.

Entretanto, há ainda muito a avançar. Walban Damasceno lembra que ainda existe no Brasil uma dificuldade em relação a prontuário eletrônico e ao compartilhamento de dados. 

“Se eu vou a um hospital B e acontece alguma coisa quando eu volto pra casa e vou para o hospital C, o B e o C não sabem por onde eu passei, o que eu fiz, o que eu tenho, não aproveitam esses dados. Um pouco pela questão ética, partilhamento de dados do paciente e talvez uma parte muito maior porque não se conecta. Muitas vezes o plano de saúde não está conectado com o provedor daquela saúde. O plano de saúde não tem o total controle da jornada daquele paciente que está ali dentro da sua carteira. Então, nós temos muitos desafios”, avaliou.

Por fim, com o aumento dos dados gerados e com o avanço do monitoramento preditivo, a possibilidade de vazamento de dados se torna ainda mais problemática. “Você pode no futuro ser discriminado havendo um vazamento porque você tem uma pré-disposição a ter algo. Esse na minha opinião é um dos grandes desafios que a gente tem”, completa Damasceno. 

Regulação

Vale lembrar que nem mesmo a telemedicina ainda tem regulamentação permanente. A prática foi autorizada no ano passado de forma temporária apenas durante a pandemia de Covid-19. 

No caso de tecnologias na saúde, a regulação pode ser feita por diferentes órgãos, de acordo com suas alçadas. “Primeiro, tem a parte da tecnologia propriamente dita com a Anatel. Depois tem a questão da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), já que isso irá mexer com dados da saúde, que são dados sensíveis. Eventualmente, alguns dispositivos médicos terão que passar por alguma regulação da própria Anvisa frente ao novo. Assim, nós vamos ter que ver como esses órgãos vão trabalhar e vão aceitar essas tecnologias”, explica Pallamolla.

Ele diz que muitos aplicativos que alegam medir pressão arterial ou outros sinais vitais poderiam ser considerados dispositivos médicos. “A questão é: a Anvisa vai permitir e regular tudo isso? Então, nós teremos que enfrentar uma novidade efetivamente, nesta questão de marco legal, fazendo alguma fronteira”.

Para o executivo, a fronteira poderia se dar de forma que não sejam considerados dispositivos médicos os aplicativos que não são usados para nenhum tipo de referências médicas ou de tratamento, apenas para o próprio usuário acompanhar os dados coletados. Entretanto, nos casos de utilização das ferramentas para algum eventual diagnóstico ou observação clínica, passariam a ser consideradas dispositivos médicos. 

Dessa forma, caberá aos órgãos responsáveis estipular essa fronteira. Além disso, deverão definir como será a regulação e quais dispositivos e aplicativos estarão sujeitos a ela. 

Capacitação

Junto ao 5G e às novas tecnologias, surge a demanda de profissionais qualificados para utilizá-las. “Toda essa tecnologia nova vem agregada de uma necessidade de treinamento. A pessoa tem que estar informada do que está acontecendo, dos benefícios que aquilo tem, para conseguir realmente avaliar se faz sentido”, avalia o diretor de Inovação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Marco Bego.

Para o professor Chao, todas as faculdades de medicina e as faculdades relacionadas com saúde deveriam pensar em como incorporar na sua graduação a formação em telemedicina responsável e telessaúde integrada. 

“Eu acho que está tendo uma euforia demais apenas com a tecnologia. Acham que tendo a tecnologia já resolve. O que nós esquecemos é uma boa educação aos profissionais de saúde para integrar na sua rotina a incorporação tecnológica. Isso tem que levar no mínimo cinco ou 10 anos. Eu devo dizer que nesse ponto a área de saúde está, digamos, fraquejando demais. Não está havendo investimento maciço na educação e na formação dos profissionais para incorporar dentro da rotina do dia a dia”, critica o médico.

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Outros desafios

Há ainda desafios relacionados ao tamanho do território brasileiro e aos problemas estruturais do país.

“No Brasil, por ser um país continental com todas essas facetas da nossa realidade, a entrada dessas novas tecnologias não se dá de uma forma homogênea ou sequencial. Haverá locais, certamente os hospitais privados, sobretudo os de excelência, que vão ser pioneiros, vão estar no estado da arte. Mas haverá também hospitais que daqui a três anos ainda não terão iniciado o processo. Então, há um problema de investimentos e um problema de infraestrutura”, explica Pallamolla. 

Para Damasceno, o 5G deverá ser introduzido aos poucos. Isso poderá ocorrer até mesmo de uma forma natural, sem que se sinta tanto. “Eu vejo um futuro positivo em relação ao 5G. Só não sou talvez tão romântico de imaginar que isso vai acontecer da noite para o dia. É uma jornada, é um caminho. E dentro desse caminho a gente vai ter que criar um entendimento, um pacto social, de como nós, Brasil, vamos adotar isso e como vamos implementar e introduzir isso na nossa realidade”, opina. 

Além disso, o 5G não deveria ser visto como um fim. A tecnologia deve evoluir mais ao longo do tempo, trazendo soluções cada vez mais rápidas e melhores para a saúde. Para o professor Chao, uma nova grande evolução deverá ser observada a cada dez anos.

“O 5G é apenas uma transição para 6G, e o 6G é uma transição para o 7G. O que estou querendo dizer? O 5G apenas abriu as portas para uma velocidade maior e para a hiperconectividade. Mas já estão sendo feitos estudos para 6G. A cada dez anos, temos uma transformação de uma incorporação de uma nova geração de conectividade”, conclui.

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