Episódio #11 – Hemofilia e atividade física: os benefícios da prática

O avanço da ciência nos últimos anos permitiu um novo olhar para a prática de exercício e a qualidade de vida do paciente com hemofilia, com impacto positivo tanto para as crianças como para os adultos

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[Conteúdo oferecido por Bayer]

Por muito tempo, as pessoas com hemofilia eram desencorajadas a praticar esportes ou manter uma rotina frequente de atividade física devido ao risco de sangramento. Nos últimos anos, os cientistas têm acumulado conhecimento e evidências que apontam para o caminho oposto: os pacientes com hemofilia se beneficiam da prática em vários aspectos, não apenas na melhora da função muscular e da resistência, como também há um impacto na qualidade de vida. Mas quem pode fazer exercício? É preciso conversar com o médico? Qual a importância do tratamento nesse contexto? Quais cuidados são necessários antes de se aventurar em um esporte? Essas e outras perguntas foram respondidas no novo episódio do Podcast Futuro da Saúde, realizado em parceria com a Bayer.

No programa, a médica hematologista, Luciana Oliveira, da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, e o paratleta de natação William Aleixo, que tem hemofilia, explicaram todos os detalhes desse universo do esporte e da hemofilia e apontaram quais são os tópicos essenciais para aqueles que lidam com a condição no cotidiano.

Estima-se que 13 mil brasileiros tenham hemofilia[1], uma condição genética e hereditária, caracterizada por sangramentos que podem ser difíceis de controlar. Para entender o mecanismo da hemofilia, é preciso saber que o sangue possui proteínas chamadas fatores de coagulação. São elas que ajudam a parar um sangramento. O problema é que pessoas com hemofilia têm baixos níveis de um desses fatores: o fator VIII, no caso da hemofilia A, ou o fator IX, no caso da hemofilia B. E, quanto menor a quantidade do fator, maior a probabilidade de ocorrer sangramento, o que pode levar a sérios problemas de saúde[2].

Mas como, então, é possível praticar esporte e reduzir o risco de sangramento? “Houve uma evolução no tratamento nos últimos anos e, a partir do momento que conseguimos fazer a profilaxia com a injeção do fator, foi possível indicar o exercício com segurança para o paciente”, explicou a hematologista Luciana Oliveira. “A atividade física é extremamente importante para diversos aspectos, não só diminuir o risco cardiovascular e outros benefícios à saúde, mas também melhorar a inserção social, a qualidade de vida, a autonomia e a liberdade. Isso mudou radicalmente a vida desses pacientes”.

Essa mudança radical foi sentida por William Aleixo, desde que passou a incluir a natação em sua rotina: “Eu reclamava muito para o médico que tinha dor no joelho e ele indicou que eu fizesse atividade física na água, para ganhar massa muscular nas coxas e pernas. Comecei com a hidroginástica e já percebi fortalecimento”. William resolveu praticar natação e para isso teve que fazer ajustes no seu tratamento, tudo com acompanhamento da equipe multidisciplinar. “Foi quando eu consegui evoluir no meu nível e me descobrir na natação”.

Para ouvir a história completa de William Aleixo e as orientações da hematologista Luciana Oliveira, ouça a íntegra do episódio do podcast Futuro da Saúde. O programa pode ser ouvido em diversas plataformas, como Spotify, Deezer e Google Podcasts. Quem tiver mais dúvidas sobre o tema,  pode acessar também o site https://www.bayer.com.br/pt/pharmaceuticals/hemofilia, que traz mais informações sobre a hemofilia.

PP-JIV-BR-0078-1

[1] Ministério da Saúde (Brasil). Perfil das coagulopatias hereditária: 2016, Brasília, 2018. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/perfil_coagulopatias_hereditarias_brasil_2016.pdf. Published 2018. Acesso em: 23 de abril de 2021.

[2] Centers for Disease Control and Prevention. What is Hemophilia?. Disponível em: https://www.cdc.gov/ncbddd/hemophilia/facts.html. Acesso em: 23 de abril de 2021.

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