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Como um ecossistema de inovação consegue melhorar a jornada do paciente

Empresas, startups e instituições encontraram em parcerias e na criação de um ecossistema de inovação uma forma de trocar conhecimento e aumentar a eficiência, reduzindo os custos e o tempo para desenvolvimento e lançamento de novas soluções.

               
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ecossistema de inovação

O mundo mudou, e tanto as pessoas físicas como também as jurídicas tiveram que se adaptar. Muitas empresas, startups e instituições encontraram em parcerias e na criação de um ecossistema de inovação uma forma de trocar conhecimento e aumentar a eficiência, reduzindo os custos e o tempo para desenvolvimento e lançamento de novas soluções. Na saúde, os principais beneficiados por essas parcerias são os pacientes, que lá na ponta irão usufruir das inovações criadas.

Mas o que significa ecossistema de inovação? 

Ecossistema é um “o complexo de organismos vivos, seu ambiente físico e todas as suas inter-relações em uma determinada unidade de espaço”, segundo definição encontrada na Britannica.

No mundo corporativo, a palavra ecossistema adquire um contexto diferente, podendo ser aplicada em diversos outros cenários. Um deles é o de inovação. Dessa forma, um ecossistema de inovação se refere a um conjunto de empresas ou parceiros que se unem para gerar uma relação e um ambiente favoráveis à inovação. 

O conceito de ecossistema de inovação também está relacionado à definição de inovação aberta, que tem como objetivo promover uma forma de inovação mais colaborativa e diversa. Na inovação aberta – ou open innovation, em inglês -, a combinação de recursos internos com externos impulsiona a cultura de inovação. Dessa forma, empresas, clientes, fornecedores, institutos de pesquisa, startups, demais indivíduos e órgãos públicos se integram e trabalham juntos na criação de novos produtos e serviços, formando assim um ecossistema de inovação. 

Como um ecossistema de inovação pode melhorar a jornada do paciente

ecossistema de inovação

Um ecossistema de inovação conecta e transforma os serviços de saúde. Dessa forma, permite gerar conectividade entre profissionais da saúde, hospitais, universidades, laboratórios, farmácias, operadoras de saúde e provedores de tecnologia, trazendo benefícios aos pacientes. 

Atualmente, sabemos que os serviços de saúde vão além do limite físico. Assim, a tecnologia surgiu para trazer muito mais comodidade e romper os obstáculos físicos. Hoje em dia, é perfeitamente possível um paciente ser atendido em um hospital de Santa Catarina, fazer os exames que foram requeridos em um laboratório do Rio Grande do Sul e comprar seus medicamentos online de uma farmácia no Paraná. E isso é facilitado quando as instituições envolvidas fazem parte de um ecossistema de inovação na saúde. Assim, todos se comunicam e interagem entre si: o laboratório do Rio Grande do Sul consegue enviar as informações digitalmente para Santa Catarina, e a farmácia do Paraná pode ter acesso às receitas. Sem parcerias, a tendência é que tudo seja mais descentralizado, desorganizado e demorado.

Parcerias a favor dos pacientes

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Já há instituições que se especializaram em criar ecossistemas de inovação. Na área da saúde, um grande exemplo disso é o InovaHC, um hub com o objetivo de incentivar a inovação dentro e fora do complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Isso é feito através da parceria entre o HC com empresas, startups e instituições das áreas da saúde e de tecnologia. Os pacientes acabam sendo os maiores beneficiários .

“O InovaHC se especializou em organizar ecossistemas. Então, desde o início, tentamos sempre montar projetos com parceiros que realmente trazem algo a acrescentar. São multinacionais, grandes empresas, startups. Até o governo muitas vezes está presente”, disse recentemente o diretor executivo do Inrad e do InovaHC, Marco Bego, em entrevista ao Futuro da Saúde

Um dos projetos da instituição é o OpenCare 5G, organizado através de parcerias e da formação de ecossistema de inovação diversificado. A iniciativa possibilitará ao HCFMUSP testar os benefícios do 5G para a área da saúde antes mesmo das operadoras de telefonia começarem a oferecer a tecnologia no país. 

São diversos os parceiros envolvidos. O projeto tem a coordenação da Deloitte e participação de Itaú Unibanco, Siemens Healthineers, NEC, Telecom Infra Project (TIP), Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP).

“Grandes empresas muitas vezes até concorrem entre si, então deixamos claro para essas empresas o risco e o benefício de trabalhar no sistema colaborativo em ecossistema de inovação”, completou Bego. 

O projeto deverá dar uma resposta na prática sobre os reais benefícios do 5G na saúde. Assim, beneficiará outras instituições de saúde e empresas de tecnologia, que poderão entender melhor as aplicações do 5G. Como consequência, os pacientes terão acesso a benefícios da tecnologia já testada.

Como a integração de dados pode ser realizada

Para o sucesso do ecossistema de inovação, é importante haver intercâmbio coerente de informações e serviços entre sistemas dos parceiros. Ou seja, interoperabilidade.

Atualmente, há diversas soluções em um ecossistema de inovação que permitem a integração de dados. Isso pode gerar eficiência e produtividade. Veja abaixo alguns sistemas que podem realizar a integração de dados, gerando muito mais facilidade na comunicação das informações:

  • Prontuário Eletrônico do Paciente: ferramenta que já se popularizou bastante nos estabelecimentos de saúde. Deixa a manutenção e armazenamento de fichas dos pacientes muito mais fácil. Os dados ficam integrados. Além disso, todo o setor do hospital pode ter acesso ao histórico do paciente, deixando o serviço mais ágil.
  • Sistema de Informação Radiológica: programa que deixa a gestão de centros de diagnóstico por imagem automatizada. Com ela, o diagnóstico fica mais enriquecido de informações, de acordo com a condição do paciente. Ainda gera um fluxo mais ágil de trabalho em outros setores.
  • Sistema de Arquivamento e Comunicação de Imagens: ferramenta de armazenamento de imagens médicas. Ela acaba integrando informações em diferentes sistemas que também geram imagens, como tomografias, por exemplo. Assim, um equipamento de marca A consegue ler uma imagem de outro equipamento de marca B. Essa integração com outros sistemas agiliza muito o atendimento e os tratamentos.
  • Sistema de Gestão Empresarial: faz o controle e administração de vários processos da empresa, em diversos setores. Integra administrativo, financeiro, contábil. Além disso, engloba processos assistenciais, como unidades de diagnóstico, analytics, entre diversos outros panoramas.
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Conteúdos sobre saúde mental no Futuro da Saúde

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