E agora, José?

E agora, José?

 E agora, José? O vírus mudou (a nova variante P1 […]

By Published On: 15/04/2021

 E agora, José?

O vírus mudou (a nova variante P1 é mais transmissível)

A doença piorou (mais jovens internados nas UTIs)

Os leitos escassearam

As UTIs lotaram

Os sedativos faltaram

E as vacinas são poucas…

E agora, José?

Como será nosso futuro?

Quando voltaremos ao normal?

 E tudo isso porque…

Tinha uma pedra no meio do caminho… no nosso caso, ainda tem uma pedra no meio do NOSSO caminho…

Não adianta reclamar mais que tem uma pedra no nosso caminho…

Temos que ultrapassar este obstáculo, fazer o que tem que ser feito e com muita paciência e empenho mudar o cenário atual

Temos que olhar os exemplos positivos e exitosos

EUA vacinando 4 milhões de pessoas a cada 24h

Temos que nos animar e apoiar em lugares como Israel que já conseguiu controlar a disseminação do SARS-CoV-2, vacinando mais de 80% da população, com vacinas mais eficazes e já revelando uma luz no fim do túnel, com resultados animadores.

Temos que ver as imagens da vacinação da população Ribeirinha e nos encher de orgulho e pensar: nós somos capazes de coisas incríveis!

Vamos no nosso ritmo, mas vamos vacinar toda a população em quantidade suficiente para chegarmos na desejada imunidade coletiva

Não podemos aceitar ser o “epicentro da pandemia” ou o “celeiro das variantes”

Viramos chacota mundial

Somos indesejados em outros países

E agora, José?

Ainda como diria Drummond, “ perder tempo com que não nos interessa, priva-nos de descobrir coisas interessantes”

Recuso-me a discutir o “Kit COVID precoce”, não vou perder tempo com isso.

Vamos descobrir e desenvolver novos medicamentos com ação antiviral verdadeira, eficaz, oral, para uso precoce

Vamos fazer nosso papel individual para o bem coletivo!

E enquanto não chega a vacina?

A máscara é nosso escudo, nossa vacina sem picada

O álcool gel é uma potente arma em nossas mãos

E, enquanto a vida necessita de pausa, é preciso vivencia-la para um futuro mais tranquilo

Rosana Richtmann

Infectologista do Instituto Emílio Ribas, Chefe do Departamento de Infectologia do Grupo Santa Joana e Membro dos Comitês de Imunização da Sociedade Brasileira de Infectologia, de Calendários da Sociedade Brasileira de Imunização e do Comitê Permanente em Assessoramento de Imunização da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. É graduada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos e possui Doutorado em Medicina pela Universidade de Freiburg, na Alemanha

About the Author: Rosana Richtmann

Infectologista do Instituto Emílio Ribas, Chefe do Departamento de Infectologia do Grupo Santa Joana e Membro dos Comitês de Imunização da Sociedade Brasileira de Infectologia, de Calendários da Sociedade Brasileira de Imunização e do Comitê Permanente em Assessoramento de Imunização da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. É graduada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos e possui Doutorado em Medicina pela Universidade de Freiburg, na Alemanha

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NATALIA CUMINALE

Sou apaixonada por saúde e por todo o universo que cerca esse tema -- as histórias de pacientes, as descobertas científicas, os desafios para que o acesso à saúde seja possível e sustentável. Ao longo da minha carreira, me especializei em transformar a informação científica em algo acessível para todos. Busco tendências todos os dias -- em cursos internacionais, conversas com especialistas e na vida cotidiana. No Futuro da Saúde, trazemos essas análises e informações aqui no site, na newsletter, com uma curadoria semanal, no podcast, nas nossas redes sociais e com conteúdos no YouTube.

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Infectologista do Instituto Emílio Ribas, Chefe do Departamento de Infectologia do Grupo Santa Joana e Membro dos Comitês de Imunização da Sociedade Brasileira de Infectologia, de Calendários da Sociedade Brasileira de Imunização e do Comitê Permanente em Assessoramento de Imunização da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. É graduada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos e possui Doutorado em Medicina pela Universidade de Freiburg, na Alemanha