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Doenças cardiovasculares: novas diretrizes para o diagnóstico na pandemia

Sociedade Europeia de Cardiologia elaborou um novo documento com diretrizes para o diagnóstico e tratamento de pacientes com doenças cardiovasculares.

               
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Considerando que cerca de 23% das pessoas adiaram a realização de eletrocardiograma durante a crise sanitária e que 15,5% dos pacientes hospitalizados pelo novo coronavírus possuem alguma doença cardiovascular

A Covid-19 está relacionada a uma série de consequências à saúde, do impacto no diagnóstico precoce ao tratamento de doenças. Diversos levantamentos já apontaram uma redução na busca por exames de rastreamento ou adiamento de consultas devido à pandemia. Isso aconteceu em todas as especialidades, como oncologia e cardiologia, por exemplo. Considerando o novo contexto, a Sociedade Europeia de Cardiologia publicou no European Heart Journal, novas diretrizes para o diagnóstico e tratamento de doenças cardiovasculares durante a pandemia.

O documento foi dividido em duas partes. A primeira tem como objetivo fornecer informações práticas para o diagnóstico de doenças cardiovasculares na pandemia. A segunda parte apresenta orientações para o controle das doenças cardiovasculares em pacientes infectados com a Covid-19.

Covid-19 e o impacto cardiovascular

Na primeira parte do documento, os especialistas reforçam que as condições cardiovasculares são comuns em pacientes com Covid-19 e estão associadas a quadros graves e maior mortalidade por Covid-19.

No que se refere às manifestações cardiovasculares, o documento reforça que as manifestações de longo prazo da doença ainda não estão claras, o que exige um acompanhamento cuidadoso. Entretanto, as consequências mais comuns vistas em pacientes infectados pelo novo coronavírus são:

  • Lesão miocárdica;
  • Arritmias;
  • Insuficiência cardíaca;
  • Disfunção vascular;
  • Doença tromboembólica (Consequência de quadro grave de infecção).

Para o diagnóstico das condições cardiovasculares em pacientes infectados pelo novo coronavírus, as diretrizes indicam: análise da apresentação clínica (dor no peito ou falta de ar), exames de eletrocardiograma (ECG), biomarcadores cardíacos relevantes e exames de imagem.

Já para o tratamento dos pacientes com essas condições e infectados pelo SARS-CoV-2, os especialistas apontam para a necessidade de fazer a manutenção de medicamentos e atentar-se quanto às interações medicamentosas. Em especial, aquelas com potencial de propriedades pró-arrítmicas. Em complemento, os médicos devem orientar aos pacientes formas de reduzir o risco de transmissão da doença, incentivar um estilo de vida saudável e o controle da doença cardiovascular.

Uso das novas tecnologias para saúde cardiovascular

Na segunda parte do documento, o destaque foi para o manejo e as vias de tratamento de condições cardiovasculares comuns.

Entre as principais recomendações, estão o acompanhamento por telessaúde e o uso de algoritmos para o tratamento para pacientes com suspeita de síndromes coronárias agudas. Nessa questão, a telemedicina pode ser uma aliada contra o aumento de quadros avançados de infarto, AVCs e processos infecciosos. .

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