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De olho na saúde, Google lança smartwatch para competir com Apple

O smartwatch surge após o Google reestruturar seus esforços em saúde. No entanto, o mercado de tecnologias de saúde questiona se a empresa conseguirá se firmar nesse setor após anos de atraso.

               
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O uso de dispositivos vestíveis é visto cada vez mais como uma ferramenta promissora para os cuidados com a saúde. Com a pandemia por Covid-19, houve o avanço de diversas tecnologias digitais no mercado de saúde. Na semana passada, o Google lançou o relógio inteligente Google Pixel Watch.

Em 2021, a empresa adquiriu a FitBit, a primeira empresa a apresentar dispositivos sem fio e sincronização. Dessa forma, o Pixel Watch contará com recursos de monitoramento da saúde, como coleta de dados da frequência cardíaca e rastreamento da qualidade do sono. Entre outras funções, o smartwatch também contará com um “SOS de Emergência”, o que permite ligar para familiares, amigos e serviços de emergência. A tecnologia deve chegar às lojas entre setembro e outubro de 2022.

A proposta do produto é competir com o Apple Watch, que circula no mercado há 7 anos. Neste ano, foi anunciado uma parceria entre a Apple e a Mayo Clinic, com o objetivo de desenvolver um algoritmo capaz de detectar batimentos cardíacos fracos. A expectativa é que os eletrocardiogramas obtidos nos dispositivos permita detectar precocemente condições que impliquem em risco de vida.

No setor, a grande questão é: será que o Google recuperará o terreno perdido para a Apple, que passou sete anos desenvolvendo a funcionalidade de saúde de seu smartwatch e criou conexões com organizações de pesquisa? 

Direcionando estratégias para tecnologias de saúde

A pandemia estimulou grandes empresas a investir em recursos de saúde, como a Microsoft e o Walmart. Assim, seguindo essa tendência, o Google criou em 2019 uma divisão de saúde: o Google Health. O departamento ganhou ainda mais esforços da companhia, dada a crise sanitária e a crescente necessidade de utilizar a tecnologia para cuidar da saúde.

No entanto, a empresa percebeu que este é um mercado mais complexo de se trabalhar. Na medicina, cada especialidade possui seus próprios problemas. Isso quer dizer que, desenvolver tecnologias para cada uma delas exige pensar primeiro em soluções individuais, e só então será possível pensar em como integrar todas essas medidas em um dispositivo só.

Em outras palavras, o portfólio tecnológico da Google não serve automaticamente para integrar recursos de saúde. No ano passado, a companhia passou descentralizar a divisão Google Health, para que os esforços em saúde sejam trabalhados por todas as áreas da empresa.

A empresa passou a focar seus esforços de saúde em três áreas: ferramentas clínicas, para possibilitar registros de pacientes; produtos para bem-estar, como recursos da FitBit, YouTube e o Google Search; além do desenvolvimento de inteligência artificial, com a empresa DeepMind.

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