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Cura do câncer? É preciso ter atenção para a possibilidade de recidiva tardia

Após o fim do tratamento contra o câncer, a American Cancer Society sugere um programa de acompanhamento para todos os pacientes, alerta o oncologista Fernando Maluf

               
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Muitos mitos sobre o prazo estimado de cinco anos para a alta oncológica ainda geram dúvidas e inseguranças nos pacientes. No entanto, estabelecer um período para a cura não é correto e depende, por exemplo, do tipo de câncer.

Um artigo muito importante, publicado recentemente a partir do banco de dados de saúde da Dinamarca, avaliou o perfil de mulheres diagnosticadas com câncer de mama entre os anos de 1987 e 2004.

Essas pacientes sobreviveram 10 anos sem nenhuma recorrência. Os cientistas, então, analisaram as informações para saber a chance de uma recidiva acima de uma década, ou seja, entre 10 até 32 anos após o diagnóstico do tumor.

O que foi visto é que a incidência chegou a 16%. Tumores maiores que dois centímetros, com gânglios positivos e receptores hormonais positivos são aqueles com maiores chances de voltar tardiamente.

A conclusão é que, mesmo depois de cinco anos, existe uma chance de retorno do câncer de mama e, por isso, o seguimento dessas mulheres ainda é muito importante.

O que fazer depois do fim do tratamento?

A American Cancer Society sugere um programa de acompanhamento para todas as pacientes após o fim do tratamento, que “pode depender de muitos fatores, incluindo o tipo de câncer de mama, quão avançado estava quando foi encontrado e como foi (ou está sendo) tratado”. Entre os fatores, as visitas ao médico, depois de cinco anos, devem continuar anuais.

A recidiva tardia não ocorre apenas no câncer de mama. Há casos em tumores de rim e melanoma, entre outros. Por isso, o seguimento médico e a atenção de cada paciente a sua saúde são fundamentais para identificar qualquer sinal de retorno da doença e uma ação imediata.

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