Covid-19: maioria dos vacinados não se infecta após completar esquema vacinal, segundo dados dos EUA

Covid-19: maioria dos vacinados não se infecta após completar esquema vacinal, segundo dados dos EUA

Dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) […]

By Published On: 19/04/2021

Dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) sobre a campanha de vacinação dos Estados Unidos (EUA) apontam que somente 0,008% dos vacinados contra Covid-19 — que evitaram se expor antes da hora — se infectam com a doença.

Cerca de 75 milhões de pessoas foram vacinadas nos Estados Unidos e, segundo o CDC, os números atuais indicam que a vacina está funcionando como o esperado.

Dos vacinados, aproximadamente 5.800 testaram positivo para Covid-19. Destes, 400 pessoas precisavam de hospitalização, o que corresponde a 7% dos casos. Por fim, 74 pessoas foram a óbito mesmo estando vacinadas, o equivalente a 1,3% dos casos. Recentemente, o Futuro da Saúde explicou se “a vacina evita todas as mortes por Covid“.

“É importante saber que mesmo que alguém seja vacinado e depois passe a ser uma das poucas pessoas que infelizmente desenvolvem um caso, ainda pode haver algum nível de proteção fornecido pela vacina”, disse Kris Ehresmann, epidemiologista e diretora do Departamento de Saúde de Minnesota, durante uma coletiva de imprensa em março.

Além disso, informações do Departamento de Saúde de Minnesota, estado dos EUA, indicam que das 800 mil pessoas do estado que foram vacinadas, somente 89 delas testaram positivo para Covid-19 após tomar as duas doses da vacina e esperar o período de duas semanas para fazer efeito. Mesmo estando infectados, nenhum deles foi a óbito e acredita-se que o quadro clínico não se agravou devido a vacina.

Há também casos de pessoas vacinadas que acabam se infectando com o novo coronavírus, mas não apresentam sintomas. Isso corresponde cerca de 29% dos casos, com boa parte das pessoas sem saber que foram contaminadas, descobrindo apenas ao serem testadas.

Outro ponto a ser considerado, é que os idosos correspondem a 40% dos casos onde houve contaminação mesmo após a vacina. Segundo o CDC, as vacinas são um pouco menos eficazes nas pessoas com mais de 60 anos.

“É provável que os idosos, principalmente se forem frágeis e apresentarem outras doenças, não tenham respondido tão bem à vacina”, disse Anthony Fauci, médico imunologista e diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos.

Portanto, as vacinas têm comprovado sua importância e eficácia, segundo dados dos Estados Unidos. É importante lembrar ainda que foram considerados as vacinas aplicadas nos americanos, Pfizer, Moderna e Johnson & Johnson são diferentes das que são aplicadas no Brasil, a AstraZeneca-Oxford e Sinovac-Butantan. Além de manter o uso de máscaras e distanciamento social, evitar ambientes mal ventilados e aglomerações ainda são medidas necessárias.

Redação

Equipe de jornalistas da redação do Futuro da Saúde.

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NATALIA CUMINALE

Sou apaixonada por saúde e por todo o universo que cerca esse tema -- as histórias de pacientes, as descobertas científicas, os desafios para que o acesso à saúde seja possível e sustentável. Ao longo da minha carreira, me especializei em transformar a informação científica em algo acessível para todos. Busco tendências todos os dias -- em cursos internacionais, conversas com especialistas e na vida cotidiana. No Futuro da Saúde, trazemos essas análises e informações aqui no site, na newsletter, com uma curadoria semanal, no podcast, nas nossas redes sociais e com conteúdos no YouTube.

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  • Sidney Klajner

    Cirurgião do Aparelho Digestivo e Presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein. Possui graduação, residência e mestrado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, além de ser fellow of American College of Surgeons. É coordenador da pós-graduação em Coloproctologia e professor do MBA Executivo em Gestão de Saúde no Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa do Einstein. É membro do Conselho Superior de Gestão em Saúde, da Secretaria de Saúde do Estado de S. aulo e coautor do livro “A Revolução Digital na Saúde” (Editora dos Editores, 2019).

  • Rafael Machado

    Jornalista com foco em saúde. Formado pela FIAMFAAM, tem certificação em Storyteling e Práticas em Mídias Sociais. Antes do Futuro da Saúde, trabalhou no Portal Drauzio Varella. Email: rafael@futurodasaude.com.br

  • Rosana Richtmann

    Infectologista do Instituto Emílio Ribas, Chefe do Departamento de Infectologia do Grupo Santa Joana e Membro dos Comitês de Imunização da Sociedade Brasileira de Infectologia, de Calendários da Sociedade Brasileira de Imunização e do Comitê Permanente em Assessoramento de Imunização da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. É graduada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos e possui Doutorado em Medicina pela Universidade de Freiburg, na Alemanha

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