Covid-19: maioria dos vacinados não se infecta após completar esquema vacinal, segundo dados dos EUA

Novos dados dos Estados Unidos indicam que as vacinas estão funcionando como o esperado. Os números indicam que os casos de infecção e óbito por Covid-19 mesmo após a aplicação integral das vacinas são raros.

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Dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) sobre a campanha de vacinação dos Estados Unidos (EUA) apontam que somente 0,008% dos vacinados contra Covid-19 — que evitaram se expor antes da hora — se infectam com a doença.

Cerca de 75 milhões de pessoas foram vacinadas nos Estados Unidos e, segundo o CDC, os números atuais indicam que a vacina está funcionando como o esperado.

Dos vacinados, aproximadamente 5.800 testaram positivo para Covid-19. Destes, 400 pessoas precisavam de hospitalização, o que corresponde a 7% dos casos. Por fim, 74 pessoas foram a óbito mesmo estando vacinadas, o equivalente a 1,3% dos casos. Recentemente, o Futuro da Saúde explicou se “a vacina evita todas as mortes por Covid“.

“É importante saber que mesmo que alguém seja vacinado e depois passe a ser uma das poucas pessoas que infelizmente desenvolvem um caso, ainda pode haver algum nível de proteção fornecido pela vacina”, disse Kris Ehresmann, epidemiologista e diretora do Departamento de Saúde de Minnesota, durante uma coletiva de imprensa em março.

Além disso, informações do Departamento de Saúde de Minnesota, estado dos EUA, indicam que das 800 mil pessoas do estado que foram vacinadas, somente 89 delas testaram positivo para Covid-19 após tomar as duas doses da vacina e esperar o período de duas semanas para fazer efeito. Mesmo estando infectados, nenhum deles foi a óbito e acredita-se que o quadro clínico não se agravou devido a vacina.

Há também casos de pessoas vacinadas que acabam se infectando com o novo coronavírus, mas não apresentam sintomas. Isso corresponde cerca de 29% dos casos, com boa parte das pessoas sem saber que foram contaminadas, descobrindo apenas ao serem testadas.

Outro ponto a ser considerado, é que os idosos correspondem a 40% dos casos onde houve contaminação mesmo após a vacina. Segundo o CDC, as vacinas são um pouco menos eficazes nas pessoas com mais de 60 anos.

“É provável que os idosos, principalmente se forem frágeis e apresentarem outras doenças, não tenham respondido tão bem à vacina”, disse Anthony Fauci, médico imunologista e diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos.

Portanto, as vacinas têm comprovado sua importância e eficácia, segundo dados dos Estados Unidos. É importante lembrar ainda que foram considerados as vacinas aplicadas nos americanos, Pfizer, Moderna e Johnson & Johnson são diferentes das que são aplicadas no Brasil, a AstraZeneca-Oxford e Sinovac-Butantan. Além de manter o uso de máscaras e distanciamento social, evitar ambientes mal ventilados e aglomerações ainda são medidas necessárias.

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