Covid-19: é possível viajar na pandemia? Entenda as restrições dos destinos internacionais

Para aqueles que buscam viagens menos burocráticas nesse momento, países como o Equador, Islândia, Irlanda, Albânia, Jordânia, Maldivas e México são alguns dos locais com menos restrições ao turismo.

               
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O avanço da campanha de vacinação contra a Covid-19 em todo o mundo pode ter deixado muitas pessoas ansiosas para a próxima viagem. Entretanto, viajar ainda não é recomendado pelas autoridades de saúde e ainda existem restrições de entrada e saída em muitos destinos. A permissão para viajar ainda pode variar de acordo com a vacina recebida, não necessariamente devido aos números de eficácia, mas porque as vacinas precisam ter sido autorizadas pelo respectivo país. Como vacinas distintas estão sendo utilizadas ao redor do mundo, é possível que isso varie em cada local.

Outro ponto é relevante no contexto brasileiro: a baixa cobertura geral da vacina tem sido motivo de restrição em muitos lugares. Atualmente, existem 6 países dispostos a receber brasileiros com praticamente nenhuma complicação na entrada — México, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Albânia e Ilhas Turks e Caicos.

Outros 105 países estão abertos, mas com limitações como a exigência do esquema vacinal completo, uso de máscaras no local, quarentena ao chegar no destino, exame PCR-RT com resultado negativo recente, entre outros. Além disso, 109 países estão com as fronteiras internacionais fechadas e permitem a entrada apenas de residentes em retorno, circunstâncias especiais ou parentesco.

A classificação da situação da Covid-19 no país — que pode ser verde, amarela ou vermelha —, também é um fator que pode influenciar a entrada do turista em algum destino. Também pode ser necessário o preenchimento de algum questionário online, hospedar-se em hotéis específicos ou baixar algum aplicativo especial para obter a permissão de entrada no país.

As opções disponíveis podem não ser os destinos mais procurados, como a Europa Ocidental e os Estados Unidos, que estão recebendo turistas mas de forma mais controlada do que os demais. Para aqueles que buscam viagens menos burocráticas nesse momento, países como o Equador, Islândia, Irlanda, Albânia, Jordânia, Maldivas e México são alguns dos locais com menos restrições ao turismo.

Países com menos restrições

Nos locais onde a entrada pode ser mais simples, ainda sim pode existir alguma exigência. Na Albânia, por exemplo, o visto e o teste não são exigidos aos turistas, mas o uso de máscara dentro do país ainda é obrigatório. Já em outros lugares, como Anguilla, pode ser necessário o preenchimento de um questionário virtual e apresentá-lo antes da chegada, além do resultado do teste PCR-RT, que indica se a pessoa está contaminada pelo novo coronavírus ou não.

A detecção mais precisa do vírus pode depender do momento em que o teste é feito, o que implica também diferentes obrigatoriedades para emitir ou apresentar o resultado do teste. Em alguns países, o passageiro precisa apresentar o resultado negativo do exame PCR-RT em até 72 horas antes de chegar ao destino planejado. Já em Bahamas, esse tempo se torna 5 dias antes da chegada no país e deve ser enviado no formulário Bahamas Health Visa Card, ou pode haver isenção do teste caso o viajante apresente certificado de vacinação contra Covid-19. Em Maldivas, o exame deve ser apresentado 96 horas antes. Portanto, é importante chegar a regras de entrada do destino da viagem antes de arrumar as malas.

Países mais exigentes

Em locais como França, Estados Unidos e Japão, a entrada pode ser mais difícil. Os franceses começaram a receber uma parcela de turistas no início de junho, mas baseado na zona em que cada país está (verde, amarelo e vermelho). Ou seja, caso o país onde o turista reside esteja em uma situação coletivamente perigosa quanto ao novo coronavírus, a entrada deve ser barrada — caso dos brasileiros. Para os americanos, é necessário ter sido vacinado com um intervalo de pelo menos 14 dias antes de entrar no solo francês.

Para entrar nos Estados Unidos, o turista não deve ter estado em países listados nos últimos 14 dias, dentre eles está o Brasil. No Japão, a restrição é a mesma.

Entre as exceções, o parceiro conjugal ou os filhos estão permitidos a entrar, mas em lugares como o Japão, é necessário uma quarentena no alojamento para turistas no país. Na França, os casos especiais são autorizados pelo consulado e também exigem um período de isolamento no país. No caso dos EUA, há quem opte por fazer quarentena no México, um país com entrada facilitada nesse período de pandemia.

Passaporte da Covid-19

Passaporte Verde ou Passaporte da Covid-19 é uma forma de credenciamento, físico ou digital, que informa se de fato o viajante foi vacinado ou não contra o vírus, além de considerar também um teste PCR-RT recente. O ‘documento’ começou como uma mera especulação, mas acabou tomando forma e passou a ser considerado para uma medida real de segurança e incentivo à vacinação. Ainda assim, não há um consenso dos especialistas sobre seu uso.

Enquanto há quem defenda um formato local para esse passaporte, sendo exigido no dia a dia das pessoas para atividades como ir trabalhar, fazer compras ou ir a um evento, outros argumentam que a ideia deveria ser aplicada para o controle de entrada e saída nas fronteiras internacionais. Nesse último caso, seria algo similar a carteira de vacinação exigida há anos, que engloba a imunização de doenças como a febre amarela.

Por outro lado, independente do formato, há quem considere esse tipo de medida uma estratégia injusta e que fere a liberdade das pessoas. O argumento seria de que esse tipo de passaporte acabe excluindo aquelas que não podem ser vacinadas ou que incentive a discriminação das que não tomaram a vacina por algum motivo. De forma resumida, o lado contra alega que isso seria uma forma de reforçar desigualdades sociais e a vigilância de uma pessoa sob a outra.

No Brasil, a proposta ainda deve ser analisada pelo plenário da Câmara, mas segundo a Agência Câmara de Notícias, o texto inclui: “uma carteira de vacinação digital, com nome, data de nascimento e CPF; certificado de vacinação contra a Covid-19, com imunizante, fabricante, data e número de doses; certificado de teste PCR-RT negativo, com data, hora e laboratório; e caso a pessoa tenha se contaminado, deve haver um certificado de quando recuperou-se, incluindo assinatura digital do médico responsável e data, com validade de no máximo 180 dias e data do teste positivo que confirmou a doença”. Se aprovada, a ideia é que o Passaporte Sanitário seja apresentado ao embarcar e desembarcar, independente da viagem ter sido na modalidade aérea ou terrestre, mas em viagens para o exterior, a decisão é de cada país.

Vacinas que permitem a entrada nos países

No Brasil, estão sendo utilizadas as vacinas da Oxford-AstraZeneca, Pfizer-BioNTech, CoronaVac da SinoVac e Janssen da Johnson&Johnson’s. Mas como o informado no começo desta matéria, até o momento pode ser necessário ter tomado alguma vacina ‘específica’ para ter a entrada permitida em algum país.

Até recentemente, nos países da União Europeia o turista deveria ter sido vacinado pelo menos cerca de 14 dias antes da viagem com um imunizante aprovado pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA), que consistia nas vacinas da Oxford-AstraZeneca, Janssen, Pfizer e Moderna, mas em junho foi anunciado que qualquer viajante imunizado com substâncias aprovadas pela OMS poderia entrar nos países da região.

Em outros locais, como Bahamas, as regras são similares à proposta inicial da UE, pois as vacinas que irão permitir uma entrada livre de exames PCR-RT são a Vaxzevria (AstraZeneca), Janssen, Moderna e Pfizer.

No fim, as exigências e permissões podem variar muito de acordo com período e destino da viagem, o que faz com que a recomendação seja acompanhar as notícias e regras do país onde deseja visitar. Por último, quem decidir viajar, além de se atentar às regras locais, deve utilizar máscaras como a PFF2 ou N95.

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