Coronavírus no Brasil. E agora?

Brasil tem seu primeiro caso oficialmente registrado

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Vamos lembrar que um caso confirmado não é motivo para pânico geral. A gente já sabia que o covid-19 poderia viajar da China e chegar ao Brasil a qualquer momento. Depois de confirmado oficialmente, o Ministério da Saúde deve anunciar os próximos passos. O protocolo é manter os casos suspeitos em isolamento até a confirmação da infecção por coronavírus.

Até agora, os cientistas afirmam que 80% dos casos de coronavírus são leves, com sintomas muito parecidos com o da gripo comum. As crianças, segundo os dados preliminares, não são as principais vítimas do covid-19. Aliás, no caso delas, os sintomas parecem ser mais brandos. Já os idosos com doenças crônicas são os principais afetados pelo coronavírus.

A contaminação ocorre por gotículas respiratórias ou contato. Qualquer pessoa que tenha contato próximo (cerca de 1m) com alguém com sintomas respiratórios está em risco de ser exporta à infecção, segundo o Ministério da Saúde. O isolamento é necessário para evitar que outras pessoas sejam contaminadas. É por isso que as cidades fizeram bloqueios, que as empresas fazem quarentena e é por isso que os brasileiros que vieram da China ficaram reclusos.

As pessoas não costumam valorizar o poder de lavar bem as mãos. Parece pouco, mas pesquisas científicas já apontaram que a higienização correta consegue evitar que as doenças se espalhem. Além disso, é preciso evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas, evitar contato próximo com pessoas doentes, ficar em casa quando estiver doente, cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo e limpar e desinfetar objetos e superfícies.

Aqui no Brasil, casos confirmados de covid-19 podem se espalhar ou podem ser isolados logo no início. Não dá para prever o que vai acontecer. Alguns especialistas acreditam que o fato de estarmos em temperaturas mais altas dificulta a disseminação do vírus. No calor, não ficamos aglomerados em ambientes fechados, por exemplo. Mas vai depender de outras coisas também: a rápida resposta dos nossos serviços de saúde, o isolamento eficaz dos casos suspeitos e o comportamento da população, para citar alguns.

Como pacientes, temos a função de não espalhar fake news sobre isso evitar entrar em pânico. Se tiver sintomas (febre, tosse, dificuldade para respirar), é preciso procurar o médico, que vai checar seu histórico de viagens e contato com pessoas que viajaram para regiões onde há transmissão do covid-19. Se for um caso suspeito, as medidas de isolamento serão adotadas. Fora isso, é preciso se manter informado e alerta para as recomendações oficiais. Autoridades de saúde dos EUA já avisam os americanos para se prepararem para o pior. Na prática, isso pode significar escola fechada, mais home office, menos encontros públicos, tipo festas fechadas e idas à igreja. Pode ser que isso aconteça aqui no Brasil? Até pode. Depende da trajetória do vírus aqui e da nossa capacidade de frear a disseminação. Isso tudo tem a ver com as medidas de isolamento. Mas um passo de cada vez, né?

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