Coronavírus: alarmismo ou precaução?

Notícias otimistas e preocupantes sobre o covid-19 chegam a todo o momento

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Durante o fim de semana, recebi algumas mensagens de pessoas preocupadas com o coronavírus. Li muita coisa também sobre o assunto. Das notícias mais alarmistas às mais tranquilizadoras. Tendo sempre a ir para o lado mais otimista – com cautela, claro. Já sabemos que 80% dos casos são considerados leves, também sabemos que o novo vírus não parece ser uma ameaça grave à saúde das crianças e sabemos também que é mais preocupante para os idosos. Só que fico com a impressão que o pânico não está diminuindo, mesmo com as mensagens das autoridades de saúde de que as medidas necessárias estão sendo tomadas.

Hoje li duas matérias que me fizeram refletir – uma na Folha e outra no The New York Times. A Folha fez um levantamento sobre os setores que podem sofrer desabastecimento por causa da queda da produção lá na China. Falou sobre a região da 25 de março, em São Paulo, insumos médicos, eletrônicos, entre outros. A incerteza colabora com o pânico econômico, a alta do dólar, o desespero no mercado de ações.

Já o The New York Times apresentou um guia prático para se preparar para uma eventual epidemia do coronavírus. Vou citar só algumas: a primeiro, obviamente, lavar as mãos e manter distância de pessoas doentes. Mas o que mais me chamou atenção é que o texto sugere aos americanos que eles estoquem suprimentos necessários por no mínimo 30 dias, incluindo comida, medicamentos, produtos de limpeza e fraldas (para quem tem crianças pequenas em casa). Outro ponto mencionado na matéria é que as pessoas devem ter um plano em mente. Isso é importante para quem tem filhos, caso as escolas fechem, e para quem tem parentes idosos. A matéria sugere que é importante saber como cuidar dos mais velhos e o que fazer caso eles fiquem doentes.

Tenho amigos morando na Europa e nos Estados Unidos. É claro que não posso dizer que eles representam uma amostra do globo. Mas eles contam que a vida está normal. O noticiário americano, pelo que eu tenho observado e pelo que me contaram, tende a ser mais alarmista que o europeu. Excesso de zelo? Precaução? É difícil dizer, principalmente porque não dá para saber qual vai ser o curso do coronavírus agora. Sou contra o alarmismo, mas também não custa ter algumas coisas no radar para não ser pego de surpresa.

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