Contágio por meio de superfícies é pouco provável, segundo cientistas

Especialistas explicaram à revista Nature que estamos perdendo tempo e recursos ao focar exageradamente na sanitização de objetos e superfícies.

               
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Desde o início da pandemia fomos instruídos a limpar minuciosamente nossos objetos pessoais, compras de supermercado e vestimentas para evitar que o novo coronavírus entrasse em nossas casas. Porém, segundo editorial publicado na revista científica Nature, dedicar-se de forma excessiva à limpeza de superfícies é um equívoco.

As fômites — objetos ou substâncias capazes de absorver e transportar organismos contagiosos — existem. Entretanto, após um ano de estudos, foi possível constatar que o risco de contágio a partir de uma superfície é muito baixo.

Os especialistas afirmaram à Nature que estamos perdendo tempo e recursos ao tentar sanitizar objetos e superfícies comuns. Ainda assim,  a recomendação de lavar as mãos e usar álcool em gel continua sendo importante.  

Mais importante do que higienizar as superfícies, os especialistas defendem que outras estratégias são úteis como investir mais em máscaras, distanciamento social, realizar melhorias na ventilação dos ambientes e restringir viagens em locais em que há alta taxa de contágio.

Investigações realizadas pelo microbiologista Emanuel Goldman, da Rutgers New Jersey Medical School em Nova Jersey, nos Estados Unidos, apontaram que de fato há RNA viral espalhado nos ambientes. Contudo, é pouco provável que ocorra uma infecção, já que o RNA viral seria o equivalente ao cadáver do vírus.

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