Como ter uma boa relação médico-paciente em consultas virtuais

Sem preparação para atuar com atendimento, muitos se preocupam em como podem estabelecer uma boa relação com o paciente enquanto o vê apenas através de uma tela. A Harvard Business Review elaborou algumas dicas podem ajudar a minimizar dificuldades.

               
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boa relação médico-paciente em consultas virtuais

Realizar consultas virtuais por meio de plataformas digitais é uma novidade para muitos médicos. Apesar dessa modalidade de atendimento já ser comum em diversos países no exterior, no Brasil a maioria se deparou com as teleconsultas somente em 2020, com o início da pandemia pelo novo coronavírus.

Sem ter recebido a preparação para essa forma de atendimento ao longo da carreira, muitos se preocupam em como podem estabelecer uma boa relação com o paciente enquanto o contato ocorre apenas através de uma tela. A impessoalidade também pode ser sentida pelos pacientes.

Segundo um artigo da Harvard Business Review, feito pela médica e CEO da Harvard Medical Faculty Physicians, Alexa B. Kimball e pelo fundador da Public Words, Nick Morgan, quatro competências são necessárias para conseguir a confiança de um paciente: competência, lógica, confiabilidade e empatia.

Cursos de treinamento para trabalhar virtualmente costumam contribuir para um bom desempenho das consultas virtuais e da relação com o paciente. Mesmo assim, as dicas elaboradas pela Harvard Business Review podem auxiliar nesse processo. Segundo o artigo, alguns pontos são necessários para conseguir a confiança de um paciente:

O ambiente e a conexão

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Detalhes sutis são facilmente percebidos no contato presencial e a dificuldade em identifica-los online pode atrapalhar a relação com o paciente. Um exemplo seria a higiene e a disposição do ambiente, que acaba sendo relacionada a imagem de um médico de confiança. Por isso, verifique se sua aparência está apropriada e o ambiente de fundo organizado.

Para ajudar nessa tarefa, tenha uma boa iluminação para que o paciente possa ver. Uma conexão de internet de boa qualidade também pode auxiliar. A conexão ruim entrega o que falamos com alguns segundos de atraso, o que pode levar seu paciente a achar que você está hesitando.

O histórico do paciente e a empatia

Os pacientes gostam quando sentem que são lembrados, que os médicos se importam com a história prévia. Ouça o paciente com atenção e repita palavras chaves para que ele perceba que você está prestando atenção. No atendimento presencial aproveita-se do toque e da expressão facial para transmitir empatia, mas no virtual outras estratégias são necessárias. Por videochamada, é possível utilizar o rosto e ficar em silêncio para demonstrar empatia e atenção. Checar a lista de sintomas que o paciente relata é importante, mas permita também que ele relate como esses sinais estão afetando o cotidiano.

Confiabilidade nas consultas virtuais

Apesar da agenda, tente estar disponível quando precisarem de você e seja pontual para as consultas virtuais. A situação muda de paciente para paciente. Trabalhe com eles para superar obstáculos que podem diminuir a qualidade da consulta, como a falta de privacidade para falar ou a conexão ruim.

Mesmo com dificuldades pontuais, a telemedicina ainda é uma ótima opção para facilitar o acesso à saúde. Além disso, ela pode até ser mais eficiente. Vendo o ambiente ao redor do paciente, pode-se entender melhor sobre sua qualidade de vida.

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