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Com olhar integrado e uso de tecnologia, centros de reabilitação se tornam essenciais para recuperação pós-Covid

Infraestrutura de ponta, tecnologia e integração de profissionais faz com que os centros de reabilitação recuperem totalmente os pacientes

               
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Foto: Fabio H. Mendes/E6 Imagens

(Conteúdo oferecido por Hospital Israelita Albert Einstein)

Programas de reabilitação têm como objetivo ajudar pacientes a recuperar funções físicas, emocionais e cognitivas, comprometidas por problemas de saúde, cirurgias ou acidentes. Nos últimos anos, a Covid-19 também tem levado pacientes para os centros de reabilitação, para cuidar das sequelas consequentes da infecção.

A chamada “condição pós-Covid”, ou “Covid longa”, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), diz respeito aos sintomas que, considerados imprevisíveis e debilitantes, surgem após a contaminação pelo coronavírus e não podem ser explicados de outra forma. Essa condição atinge de 10% a 20% dos infectados e afeta também a saúde mental.

A gerente médica de reabilitação do Hospital Israelita Albert Einstein, Milene Ferreira, conta que, no início da pandemia, foi necessário criar protocolos, principalmente para cuidar de quem saía das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), com sequelas secundárias ao período prolongado de hospitalização, às medicações utilizadas e à própria ação do vírus. “Mas, por volta do sexto mês, entendemos que a Covid longa aparecia também em casos leves e moderados, também com manifestações diversas”, diz.

Na primeira onda, os problemas mais recorrentes eram fadiga, dor crônica, cefaleia, formigamentos, dificuldades para retornar à atividade física, disautonomia, transtornos emocionais e déficit de memória. “Com a Ômicron, temos observado mais comumente sequelas voltadas ao comprometimento cardíaco, agravamento e aparecimento de doenças crônicas e até mesmo casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC)”.

Cuidado integrado nos centros de reabilitação

Na reabilitação cada caso é um caso, mas o objetivo é sempre o mesmo: promover a saúde e melhorar a qualidade de vida das pessoas. Para isso, o cuidado integrado tem papel fundamental nesse contexto. No caso do Einstein, o centro de reabilitação conta com profissionais de diferentes áreas, como médicos e enfermeiros de reabilitação, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, psicólogos, nutricionistas e profissionais de educação física, atuando de forma integrada.

“Quando o paciente chega, a equipe traça um plano de reabilitação e cada área tem um número de objetivos a serem cumpridos, que é avaliado mensalmente. Em nosso Centro de Reabilitação temos um índice de 80% de objetivos atingidos”, ressalta Milene.

Segundo ela, a literatura descreve que cerca de 25% das pessoas internadas por Covid retornam ao hospital no intervalo de 30 dias após a alta por alguma complicação: “No acompanhamento da população atendida em nosso centro de reabilitação, porém, não houve nenhuma readmissão hospitalar, reforçando a importância da reabilitação pós-alta”.

Para chegar a esses resultados, os dois lados precisam trabalhar. Da parte do paciente é preciso disciplina para seguir o programa de forma contínua. Da parte dos centros de reabilitação, além da equipe multidisciplinar e do olhar integrado, é essencial investir em estruturas capazes de atender às mais diferentes necessidades e nos mais variados contextos.

Tecnologia possibilitou reabilitação à distância

No ápice da pandemia, quando os centros de reabilitação precisaram fechar as portas, entrou em cena a telereabilitação. O serviço já era oferecido desde 2016, mas passou por implementações para que nenhum paciente ficasse sem assistência.

“Toda a continuidade foi feita à distância, com ferramentas de tecnologia que garantem a segurança dos pacientes. Nossas plataformas e aplicativos se comunicam com wearables, como os smartwatches, que monitoram a frequência cardíaca, por exemplo”, detalha Milene.

Segundo ela, o atendimento digital caiu no gosto, inclusive, da população idosa, que ainda está tomando mais cuidados e evitando se expor ao vírus: “Os idosos têm maior incidência de doenças crônicas e costumavam procurar a reabilitação muito no contexto de doenças. Mas, hoje, vemos, inclusive, um crescimento de pessoas buscando prevenção, para envelhecer de forma saudável. Pessoas que não apresentam nenhuma doença e querem continuar envelhecendo bem”.

Infraestrutura atualizada

Em 2021, o Einstein entendeu que precisava de espaços separados para atender diferentes públicos: o novo centro de alta complexidade na unidade Morumbi, em São Paulo, ganhou mais espaço e uma nova configuração, que favorece a integração da equipe.

Nessa unidade, sistemas de monitoramento constante do ritmo cardíaco, aporte de oxigênio, guinchos de transferência e sistemas de suspensão para locomoção, além de ferramentas robóticas, garantem a segurança e melhores resultados de pacientes com condições neurológicas, oncológicas, pós-Covid e cardiopulmonares. Muitas vezes, a equipe multidisciplinar dá início ao acompanhamento dos pacientes ainda durante o período de internação.

Pacientes de menor complexidade e menor risco, como casos ortopédicos ou aqueles que precisam de preparo para retorno à atividade física pós-Covid, são direcionados para as unidades Klabin, Perdizes e Alphaville do Hospital Albert Einstein.

Foco na prevenção

Recentemente, em 14 de junho, a instituição também abriu as portas do novo serviço de reabilitação, chamado Espaço Einstein: Esporte e Reabilitação. Voltado para casos de baixa complexidade, o espaço localizado na Avenida Lineu de Paula Machado, em São Paulo, tem como foco a promoção de saúde, performance e reabilitação ortopédica.

O diretor de medicina diagnóstica e ambulatorial do Einstein, Eliézer Silva, acredita que a tendência da reabilitação está exatamente na prevenção, chegando a cada vez mais pacientes e se tornando parte do seu dia a dia: “Com a pandemia percebemos que as pessoas passaram a valorizar mais e se preocupar mais com a sua saúde, buscando o exercício orientado e o aconselhamento multiprofissional”.

Ele reforça que esse novo centro não tem as características de uma unidade de saúde convencional: “Tem piscina, área externa, vidros e transparência. Além da fisioterapia clássica, oferecemos outras terapias, como acupuntura e rolfing, avaliação do gesto esportivo para corrida, ciclismo, natação, recovery esportivo, nutrição e psicologia esportiva, entre outros”.

Para 2024, já está prevista uma extensão dessa unidade, também com foco na medicina esportiva, que será construída dentro do complexo do Pacaembu.

Eliézer Silva lembra que o Einstein cresceu como referência em hospitais de alta complexidade e foi criando outras unidades, parques de medicina diagnóstica e clínicas: “Fazemos desde transplante de coração a aulas de Tai Chi Chuan, tudo o que é possível oferecer em termos de cura, reabilitação e prevenção”.

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